Raro, mas vez ou outra trago pra este espaço temas relacionadas ao meu cotidiano de trabalho.

Nesse caso aqui, a ação de branded content da Absolut com o material do Spike Jonze, I´m Here, é digna de citação.

Num mundo absoluto, como seria uma história de amor?

Os 31 minutos explicam com uma singularidade primorosa. A começar por serem os protagonistas, um casal de robôs.

Fica impossível não traçar uma analogia realissima com o hoje que meus olhos entre óculos costumam observar [os seus possivelmente também vejam], onde oláss!tudobeeimevocecomoestá cada vez mais automáticos, expressões cada vez mais frias e indiferentes, sorrisos convenientes e sentimentos ao léu do vazio no agir e da libertinagem em sentir, imperam entre exceções, mais escondidas e assustadas que preservadas e serenas, que poderiam ser a regra.

Onde as pessoas querem aquilo que não têm para dar, absorvem até a última gota de quem lhes oferece e reciprocidade, confunde-se com um amontoado de coisas que são apenas coisas.

Num mundo absoluto, o amor é tudo aquilo que a gente acha que conhece [mas só entende quando vive], e um pouco mais.

E isso é contado com um exemplo igualmente raro, não por acontecer, mas raro por ser de fato percebido e valorizado, em dias como os que vivemos e as referências que nos condicionam.

Só não me senti mais identificado com a personagem masculina da história pq minha cara não é quadrada [e não recarrego na tomada] :)…

tire meia horinha para observar [em inglês] um argumento sobre acreditar, ou não, no amor.

Ou só pra descontrair com algo mais leve, desses e nesses dias mais do mesmo que a gente vive e nem percebe.

Recomendo fortemente. O resto é o resto.

[♫]I´ts hard to believe this time, hard to believe that´s my heart, my heart´s an open door…” – i´d do it all again, Corinne B. Rae.

5 thoughts on “Where you are?

  1. Tony, para acreditar não basta sentir, tem que achar que existe a possibilidade. Ninguém ama sozinho. A alma gêmea seria como o nosso espelho, sentimentos que refletem. Quem ama sozinha, ama um amor inexistente, inventado para preencher um vazio que abrimos em nossa alma e achamos que o amor preencheria, mas pode muito bem ser preenchido por outros tipos de sentimentos, que indiretamente são ligados ao amor romântico que o vídeo mostra. Nem é amor homem/mulher, porque máquinas não são programadas para viver algo carnal, mas a sublimação, qualquer um! Veja que tem gente que ama árvores, construções… você ama seu trabalho, isto é amor romântico. Será que me entendeu? Beijus,

    1. Vejamos: pra acreditar tem que acreditar de verdade; amar é estar inteiro para ser uma metade… esses “amores solitários” costumam ser as portas de nossas fugas, daquela mesma categoria que tuitamos no final de semana. Quem ama sozinho não ama pessoas, ama possibilidades. E deixa o espelho ficar cada vez mais cego.

      O curta lida bem com essa questão homem / máquina; aquelas máquinas ali transcendem a sublimação através do sentir-se inteiro entregando parte de si ao outro [literalmente], coisa que nós, no alto de nossas fugas (cada vez maiores / mais intensas), desaprendemos a fazer e entender que não precisamos tirar nada do outro: basta que a gente troque.

      Dai gostamos de tantas coisas que passamos a achar que amar pessoas “funciona” da mesma forma. Entendi certo :)?

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