A vida não costuma demorar a passar, muitas vezes nós é que escolhemos uma variável diferente para assimilar o tempo, achando-o rápido ou devagar diante das mesmas voltas no ponteiro (ou piscadas dos dois pontinhos, se você for um pouco mais moderninho).

Nesse passar, a gente amadurece de diversas maneiras as maneiras de viver. Hoje vou falar de amadurecer nos relacionamentos.

Completo um ano de namoro com a Carol hoje.

E mais que a felicidade de viver essa escolha, do conforto de ter alguém que te chama de “meu”, da satisfação em juntar grandes pequenas coisas fazendo delas grandes pequenos pedaços de uma história que sempre pode dar mais, a completude de compartilhar a sua vida com outra pessoa, dando as medidas que só certos níveis de maturidade nos permitem alcançar, são o que dão todo o sentido para todo esse “isso”.

O amadurecimento deu-se quando você pode, ao longo dos dias, acompanhar uma pessoa e não apenas estar na vida dela, mas fazer efetivamente parte dela, de uma ligação dentro da hora a uma surpresa muito além de qualquer expectativa que ela poderia criar.

De perguntar “tudo bem” sem o automatismo da resposta “sim e você”, mas com a ansiedade infantil de saber o que esse “tudo” ou “não” de fato significam.

Amadurecemos quando estamos bem conosco o suficiente para sempre estar bem com o outro, e não usá-lo como moeda de troca com nossas carências, incoerências, ou qualquer outro sentimento (muito humano e muito do humano), à escolher.

Poderia me estender aqui naquelas clássicas romanticices [leia-se – textos como esse daqui] e deixar neste raso terreno das palavras, mais declarações que acabam em si mesmas.

Com ela, por ela, para ela, prefiro fazer. Prefiro conviver.

Prefiro manter-me completo, e viver o dia-a-dia desta historia, demonstrando com cada olhar, em cada silencio assumido, em cada frase ao pé do ouvido, com toda a paciência e sem pudor algum, no menor dos gestos a mais esperta das lembranças cotidianas, como é importante para mim ter alguém como ela na minha vida.

Carol… mais que namorar, ao seu lado exercito a sutil, a pequena diferença entre ocupar-me na vida com alguém e permitir-me deixar com que ela seja completa. Ao seu lado!

365 dias voam… que continuem parecendo os primeiros por muito muito mais tempo =).

Tem como o resto não ser apenas o resto? ;)…

[♫] “everywhere i go people keep and ask me, where I´d get my joy, why am I so happy…” – you make me smile, Aloe Blacc.

9 thoughts on “Uma pequena diferença.

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