Oi! O blog mudou de cara de novo, curtiu? Creio ser o suficiente pra lembrar os 9 anos que o manolinho está completando do meio pro fim do mês que vem. É tempo… mas não é esse o assunto de hoje. Bora falar de uma surpresa que aconteceu no domingo 02/06.

Entrei oficialmente para as estatísticas de trânsito de Curitiba, sofrendo um acidente de carro muito, muito próximo da minha casa. Meu irmão era o motorista, minha mãe ao seu lado, Carol e eu no banco de trás. Cruzávamos uma preferencial, na qual um veículo numa velocidade não permitida naquela via nos pegou em cheio, bem do lado do motorista, onde a Carol estava atrás. O acidente aconteceu porque um 3º carro, parado na esquina, tirou a visibilidade de ambos, e só produziu o estrago que fez porque a motorista da preferencial, dona de uma carteira provisória, ainda não tinha experiência suficiente para tentar “tirar” o carro ou frear, ao invés de usar o veículo do meu irmão como freio.

a vida sempre nos oferece a oportunidade de fazer outras coisas, e por isso é que ela é muito mais… (clique para ver mais)

Sai com as dores no corpo (acabei sendo o airbag da Carol), que logo passam, e com a minha latinha, que uso como carteira, amassada. Sai também com um irmão (que vai casar em 1 semana) com a bacia fissurada, e com a minha noiva com bacia fissurada e clavícula direita quebrada. Perda total nos dois carros, no mínimo três meses de recuperação para meus entes e toda aquela série de lamentos e “e se´s” para ouvir deles com toda a paciência do mundo.

Nestes dias de auxilio total (acordar, tentar fazer dormir, levar ao banheiro, dar banho, etc), em definitivo nos afastamos (mais um pouco) de nós mesmos. Mas mesmo estando como extensão dos outros, não somos capazes de sentir suas dores, lamentar seus lamentos, amedrontar-se com os mesmos medos, compreender a natureza de seus apegos materiais, e a força com a qual cada um alimenta-se para a recuperação mais próxima quanto possível.

Só temos a medida do que vemos, pensamos e sentimos. São épocas de pouco falar, e muito fazer. Para seguir a vida e ver tudo resolvido da melhor maneira, na nossa e na perspectiva deles.

Não é um trânsito tão grande assim se pensarmos que o valor da vida permanece intacto, e nenhuma condição para seguir com ela nos foi retirada, no máximo, e bem máximo mesmo, revisada. Nunca vi a vida funcionar de outro jeito que não fosse o de em cada escolha abrir mão de algo, e que as coisas que nos acontecem sempre têm lições para quem sabe ter os olhos abertos para o que “realmente importa”. Mais uma vez havia sonhado com um fato que acontece duas semanas depois, eu só não “estava esperando” para tão já, e nem sabia quem estava me acompanhando. Descobri no dia 02. Mas são as circunstancias para as quais não devemos nos apegar, e sim nos preparar. Para aprender, absorver, e seguir. Para manter o resto sendo só o resto.

[] “So I’m just go sit on the dock of the bay / watching the tide roll away, I’m sittin’ on the dock of the bay, wasting time…” / (Sittin’ On) The Dock of the Bay, Otis Redding.

2 thoughts on “um trânsito não tão grande.

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