Mesmo quando a gente não tem muito que dizer. Ônus de escrever diariamente [obrigado, redes sociais e comunicadores instantâneos]. Bônus de usar escrita objetiva em excesso no trabalho [obrigado, publicidade]. Mas foi um evento inusitado com este blog: antes escrevia a cada 3, 4 dias e fazia textos pequenos. Agora, com um texto por semana, muito tempo para pensar sobre ele acaba gerando um numero maior de parágrafos que o usual para quem ama ler muito, de pouco. Mas quem se importa?

O ideal é a mensagem que fica. Muitas cabem em poucas frases, como a da imagem ao lado. Outras, mesmo com um livro inteiro, são convenientemente assimiladas. Mas nem sempre pensamos no que escrevemos, ou pensamos que escrevemos dizendo alguma coisa, mas a resposta que vem é outra.

Recebemos e absorvemos as mensagens de muitas formas: tweets, frases motivacionais, textos longos, insights curtos, bilhetes, cartas, um sussurrar ao pé do ouvido, um sermão de alguém querido ou espiritualmente influente. O peso que damos está diretamente ligado ao nosso estado de espirito e a nossa abertura para aquilo: quando estamos procurando por determinadas mensagens, elas parecem o substituto ideal daquela redundância tão utilizada (a certeza absoluta); quando pinta de surpresa, nos leva a pensar além do que estávamos dimensionando determinado assunto. E quando não queremos, geralmente levamos como ofensa, devolvendo com a intensidade do sentimento naquele momento. E esse momento é mais ou menos como escrever um post curto: é difícil de fazer, mesmo quando não se tem muito o que dizer. E o resto é só o resto.

[♫] “Anyway, I chose you and that’s all gone to waste

It’s Saturday, I’ll go out / and find another you” /  Sexed Up, Robbie Williams.

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