Quem está ou já fez parte de um relacionamento pensou em algum momento: pra onde estamos indo? Eu chego ao 4o. ano de história com a Carolina confessando que pensei,  penso e pensarei muito nisso e que pra hoje, tenho três respostas.

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Indo construir um lar.

A partir de amanha passamos a morar juntos. Um plano que fora construído em paralelo ao casamento e quase sofreu um revés,  daqueles de sacudir qualquer fé em tudo. Mas se na dificuldade existe uma alternativa, porque não construir o melhor do viável ao invés de sentar para lamentar a não conquista do ideal? Construimos, e o que era um pequeno apê no centro, emulação da vida deixada em outra cidade, virou um lar. Um lar onde construiremos dias mais felizes e ainda viveremos cada pedaço das dores e sabores necessários para a construção dos vários ideais que almejamos. Um lar onde não repetiremos as posturas e erros das casas onde já moramos, para poder viver acertos melhores e ter aprendizados novos com erros novos. Um lar onde seja o melhor lugar para sermos a melhor versão de nós mesmos e mais um pouco. Um lar onde a gente seja sempre um pouco mais, afinal, morar junto muita gente mora. Ter um lar é só pra quem se interessa transparente e realmente nisto.

janIndo construir uma vida.

A melhor coisa que cabe dentro de um lar, além de duas vidas inteiras, é aquela vida comum. Uma onde encontramos no outro o mais interessante dos motivos para persistir em nossos objetivos particulares e conjuntos. Uma onde a paixão enquanto dure e o amor enquanto bem nutrido sejam nortes para toda a nossa vontade de evoluir de fato. Uma onde o prazer de ver o outro feliz seja fonte de inspiração e de felicidade, onde dar e receber em igual volume são a mesma face da moeda de sentir-se completo num relacionamento. Onde a gente não aceite que interfiram em nossas escolhas, e se acharem que tudo isso é uma utopia, que sejamos utópicos então. Utópicos, felizes e a vontade de verdade para estar num relacionamento.

ccapa

Indo celebrar o amor.

21 de novembro tem um simbolismo gigante em nossas vidas. Daqui um ano fechamos a 5a. volta da nossa história com uma festa de casamento. E mais que dar uma festa para familiares, parentes, amigos, supostos amigos, colegas de trabalho e alguma pessoa q hoje faz parte da nossa vida mas daqui algum tempo não fará, saindo da mesma forma q entrou (do nada), vamos celebrar o amor.

Esse amor que vem sendo construído e mantido ao longo destes mil e vários dias, moldado no prazer e interesse em cuidar do outro, forjado em muita dedicação e respeito absoluto, nutrido pela beleza de enxergar-se no outro olhar e não ver apenas alguém com quem se está,  mas que se é. Mais feliz, mais tranquilo, mais a vontade. Mais sincero, mais transparente, mais inteiro. Mais disposto a ser melhor, mais disposto a ser completo. Mais convicto de que, se não deixarmos a bolinha de frescobol cair e transformarmos isso num jogo de tênis, com todo esse amor que tenho por você, Carolina, temos tudo e mais um pouco para continuar fazendo com que o resto permaneça sendo só o resto :)

[] “even when i´m losing, i´m winning.” / All of Me, John Legend.

3 thoughts on “Um passo em quatro pés.

  1. Parabéns, Tony! E o tempo passará tão rápido – sempre passa quando estamos do lado da pessoa que amamos – que lá na frente quando olharem para trás, ainda se lembrarão desse dia e das promessas que fizeram um ao outro. Ah, lembre-se dessas promessas sempre que estiverem em uma maré baixa. Será preciso o resgate dos momentos felizes quando as coisas não estiverem lá muito bem – os casais tem altos e baixos… Um conselho que sempre dou aos amigos que estão iniciando a vida a dois debaixo do mesmo teto é: Nunca durmam brigados!
    Felicidades!

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