É comum cair na armadilha de rotular seus relacionamentos de uma maneira muito maior do que eles realmente são. Cada um de nós faz em algum momento da vida e, se não nos arrependemos, no mínimo dói perceber que a empolgação era maior que a razão daquele sentimento [e como tudo, passa]. Felizmente, amadurecemos.

E ao amadurecer entendemos que você não precisa de nome e sobrenome para eles: precisa ter a audácia de escolher vivê-lo sem limites. Foi a escolha que fiz, há dois anos, e desde então, não tenho do que me arrepender, pelo contrario, eu diria :)

É um privilégio sem tamanho poder compartilhar um pedaço muito peculiar e inteiramente intimo e particular da minha vida com a Carol. Ver que temos sido capazes de caminhar e construir a base de algo tão relevante quanto um relacionamento, mas muito maior do que o que as pessoas que convivem conosco são capazes de realizar, permitindo-nos a evolução e crescimento conjunto, me é de um orgulho que não tenho as palavras certas para descrever. Manter a mesma pegada de interesse e completude por todo esse tempo não é para qualquer um e, mesmo que no fim das contas sejamos dois quaisquer [com qualidades louváveis e defeitos supostamente insuperáveis], o nosso relacionamento, definitivamente, não é.

São dois anos de base de algo que começou como uma troca de comentários em blogs, e hoje é a parte mais interessante de um projeto de vida que vai muito além de ter alguém pra se chamar de seu. São dois anos de amadurecimento, respeito, cumplicidade, parceria, companheirismo e muita, muita paixão.

São dois anos de conhecer, reconhecer e permitir-se surpreender, com as coisas boas e ruins. Dois anos de uma busca diária pelo equilíbrio em par, seja lá o que isso significar, para o bem e para o mal [necessário]. Dois anos de “como vc está /como foi seu dia / como vc se sente”, de trollagens, de receita de doces, beijos nas costas e cócegas atrás dos joelhos, de cochilos movidos à cafuné e papos noturnos movidos a batata assada, carne do jeito que der na telha e cerveja, de “ano que vem a gente finalmente tira férias!”. Dois anos exercendo a sutil diferença entre ocupar-me com alguém na vida e permitir-me deixar que ela seja completa ao lado dela.

Carol, enquanto você realmente olhar nos meus olhos e prestar atenção em mim, eu nunca vou precisar dizer “eu te amo” pra me fazer entender ;)… e o resto vai ser muito só o resto!

2 thoughts on “Um mais um é muito dois.

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