Dito e feito: o ano apenas foi.

Eu toquei “sozinho” uma empresa. O passo seguinte da carreira que tenho construído aconteceu por meios tortos, mas aconteceu: agora eu sou parte dono de uma agência de publicidade. Conduzi a gestão de comunicação de uma empresa com 9 marcas, sozinho. Seguramente, foram mais de 2 mil ofertas, centenas de textos de rádio, de artes, entre outros jobs. Driblando a preguiça e os erros das pessoas que me acompanham. Enfrentando a falta de humanidade e o “conceito de negócio que rege o mundo”, onde a regra é “não reclame, trabalhe, não questione, faça, não importa como, prospere, e me entregue mais”.

O saldo? Estresse clinicamente comprovado, mais dores, médio peso, mais impaciência. Mais aprendizado, mais desejos, mais ideias pro “a seguir”. Como várias vezes escrito aqui mesmo, 90% do que é enfrentado, não faço por mim. Por isso ainda acontece como acontece. Nem reclamar eu consigo, não apenas pela regra acima exposta, mas porque não vale mais tecla. Apenas não.

Em tudo na vida há ônus e bônus, e com uma carreira não seria diferente. Espero voltar aqui e ler isso com o sorriso de quem passou por esta fase com sucesso, no sentido humano do termo :)…

Enfrentando a economia, o cotidiano, as instabilidades emocionais alheias, a vida seguiu. Muita gente vai lembrar de 2016 com as pausas trágicas que a política e alguns falecimentos trouxeram. Meu copo vai lembrar primeiro das olimpíadas no brasil. E das paraolimpíadas. Vou lembrar que foi o ano onde teve mais gente que foi grata positivamente comigo. O que vem a ser fruto de outras coisas que vem sendo plantadas ao longo dos anos e o biografo virtual tem registrado: o tempo ficou tão ajustado que até ajudar mais pessoas eu conseguir continuar fazendo. E com o amadurecimento / envelhecimento, não só mais prático no dizer e no fazer vamos ficando, como fica ainda mais legal lembrar das lições aprendidas por bem e por mal.

As pequenas felicidades seguem por aqui: um dia ou outro de descanso. Momentos com a Carol. Momentos sozinho. Esporte, praticado ou de acompanhar. Musica. Escrever aqui, já que escrever, eu tenho escrito muito. Caminhar, e correr. Me livrar de tudo que não preciso. Adquirir tudo que preciso, mental e financeiramente. Seguir desapegado de acúmulos, de todas as naturezas. Conversar com os meus de igual. Conversar com os demais, mais como quem quer aprender do que como quem acha que pode ensinar. E me reencontrar em cada dia, em cada dor, em cada incomodo, em cada mágoa, em cada “coisa dos outros” que atrapalha as minhas coisas. Assim eu consigo manter o resto sendo só o resto, neste e espero que por todos os anos.

[] sem música!

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