Possivelmente já escrevi aqui da preguiça de acompanhar o noticiário. Não apenas por ele sempre ter sido um produto primeiro de política, segundo de propaganda, pois incute um senso geral de infelicidade que prende o espectador num loop de inércia que gera a manutenção dos consumos dos veículos de comunicação. Isto posto: a preguiça se estendeu a análise do cenário político. Não por aqueles clichês de “todos iguais, troca os nomes e nada muda”, mas pela crença sincera de que começamos a mudar o que queremos de melhor por nós, e assim vamos espalhando. Se investimos nosso tempo em prioridades que nos são mais úteis, os políticos também o fazem. A corrupção e as falhas de caráter são uma extensão e um reflexo de tudo que há na sociedade. E a justiça, desse plano ou do plano religioso, estará a postos para cobrar as devidas contas.

Curitiba não escapou deste momento menos unânime, e reelegeu um personagem de 24 anos atrás, mostrando um curioso (porém comum) conservadorismo, que contrasta com a aura de europa brasileira (pra frentex em áreas humanas). entre outros enormes contrastes existentes por aqui.

Ainda sobre o noticiário, não faz falta alguma. Mesmo estando no mercado de comunicação, onde estar sabendo o máximo de coisas é imprescindível para falar a mesma língua do público dos clientes dos nossos clientes. Existem vários outros caminhos do que as várias horas diárias investidas pelos principais meios para a alienação mediana que é estabelecida.

Mais uma coisa que não falo de hoje: Quanto mais eu caminho pela cidade, e vejo as barbeiragens que os motoristas fazem, menos eu tenho tesão em colocar um carro na garagem. E olha que eu tenho vários motivos pra dizer o oposto, ao ter como principal cliente um grupo de concessionárias de veículos. Me sinto bem mais à vontade num taxi/uber e possivelmente serei um usuário fiel de qualquer sistema de compartilhamento de veículos que se estabeleça. Na ponta do lápis, é mais sustentável em todos os sentidos aproximar as distâncias entre casa, trabalho e “ferramentas da família” do que colocar um bom valor financeiro num objeto que fica pelo menos 70% do seu uso prático parado dentro de uma garagem (te dando despesa), e boa parte dos outros 30%, fica preso enquanto poderia estar com a cabeça livre, e sendo conduzido no mesmo trânsito, fazendo outras coisas e se estressado menos (bem, bem menos). Conquistaria a felicidade num sentido mais genuíno do termo, e não apenas no costumeiro e material. Um pensamento difícil pra maioria absorver, q não dever ser cultivado por quem tem um carro como ferramenta de trabalho… mas para ene outros perfis, não apenas é uma alternativa de vida, como pode resolver alguns problemas de todos os tipos de cidades. Em outras palavras: só terei quando imprescindível e me recuso a ter algo que tenha um valor superior à 15% do meu patrimônio.

Outra preguiça enorme é de facebook. Não essa de reclamar das pessoas que reclamam, afinal com a ferramenta de deixar de seguir postagens e filtrar a timeline por postagens recentes e não pelos assuntos de maior retorno, você só vira fã do mimimi de quem você quiser. Ainda mantendo por ser uma ferramenta profissional. A preguiça é do modelo em si, que hoje é mais uma plataforma comercial do que social. tem o lado da interação que não se perdeu, mas está cada vez mais sendo ofuscado para dar espaço para conteúdos pagos. Curioso pra ver quais serão as próximas redes e ferramentas de interação social online, e quanto tempo levarão para também ganharem os templates comerciais.

[] sem música!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *