ela

Ao longo dos últimos quatro anos (se contarmos desde que li o blog dela pela primeira vez), existiram poucos instantes onde eu não pensei na Carolina de uma maneira absolutamente tranquila, no sentido de “com essa moça eu garanti uma outra paz de espirito”. A partir disso, consciente e inconscientemente, falar sobre amor aqui ganha um tom muito mais “educativo” do que romântico. Sempre expliquei pra ela que acabo direcionando este romantismo para quem está comigo – cabe a ela responder se sou romantico ou não, by the way :) – e ele meiquesome daqui. Vamos abrir uma exceção…

… já que hoje é aniversário dela e se o presente pode parecer que foi pra mim, posso dizer: que presentaço! Estamos muito longe de ter uma relação perfeita e/ou que se encaixe no que poderia se chamar de modelo ideal. Contudo, encontramos no amor e na vontade de ser um pouco mais, a inspiração necessária para não construir uma história no modo walmart (se não funciona, em sete dias pode trocar), mas uma com as nuances de um modo à antiga, só não sei se tão à antiga assim (ao procurar enxergar que, é da soma de imperfeições que encontramos soluções para se construir uma boa vida à dois), no qual um relacionamento, antes de ser uma fuga de casa, de um outro modelo de vida, ou simplesmente uma distração cara e cheia de emoções, é uma escolha. E eu escolhi a Carolina.

 

Escolhi seus cabelos cacheados e olhos castanho para claros que fazem um trio imbatível com seu tamanho pequenino e formas pra lá de deliciosas, em todos os sentidos do termo. Escolhi o jeito semi prolixo de escrever, que é absolutamente prolixo “Jesusporondeessameninarespira” no falar. Escolhi o olhar grandão, firme e encantador. Escolhi o sorriso fácil e a gargalhada divertida. Escolhi a voz meio aguda meio rouca, que se na maioria das vezes se cala com um “ain, não sei o que te dizer”, quando diz, na maioria das vezes, tem algo bom para se fazer entender, ou para repetir, quase como um bordão de série norte-americana, sua grande paixão (e tema do presente de aniversário deste ano): “ai, vc me entendeu? Não sei se ficou claro, não sei falar direito…”. E eu sempre, sempre entendi.

Escolhi a impaciência com algumas grandes pequenas coisas, e a ansiedade com pequenas grandes coisas, e com as grandes gigantes coisas. Escolhi a preguiça para algumas outras, o desculpismo para mais algumas, e a vontade de mudar para tantas outras mais. Escolhi o “benhê, o que você aaaaaachaaaaa…” com aquela voz de “sim estou tentando de convencer de algo que eu quero fazer mas não tenho certeza se você também quer, mas eu quero do meu jeito”, escolhi o “amoooooooorrr, mas amooooorrr” que vem sempre emendado num comentário gostoso ou numa outra conversa que mantemos para definir detalhes dos nossos sonhos e projetos em comum.

Escolhi o apoio as minhas escolhas, mesmo que ela “sofra junto” com os percalços dela. Escolhi a atenção para os momentos onde minha fé dá uma baqueada, onde meus constantes questionamentos ao “modelo de tudo” ganham tons mais negativos. Escolhi manter-me forte para ser parte da força dela. Escolhi caminhar nem à frente, nem atrás, mas ao lado dela. Escolhi ser inteiro, para ser uma metade que fizesse algum sentido mais prático que “companhia / ocupação ideal” na vida dela. Escolhi amar e me dedicar ao máximo, e mais um pouco, a Carolina. E fazer com que cada um desses nossos dias seja, na medida do possível, do ideal, do real e de nossas capacidades, completos.

 

 

 

 

Feliz aniversário, sua linda! Amo você :)

[♫] “Aren’t you somethin’, an original

Cause it doesn’t seem really as simple

And I can’t help but stare, cause

I see truth somewhere in your eyes

I can’t ever change without you

You reflect me, I love that about you

And if I could, I

Would look at us all the time (…)” Mirrors, Justin Timberlake.

2 thoughts on “Sobre o amor e um aniversário.

  1. Lindo!!! Lindo, lindo e lindo!!!
    Te amo, muito! Obrigada por me escolher e por fazer os últimos 4 anos da minha vida os mais divertidos, completos e amorosos!! Que venham mais!!
    Beijos, seu lindo!!! :)

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