Costumo falar pra Carol que “aí ó, já é uma criança pequena, que sabe ler e fazer algumas contas”.

S-E-T-E anos. Se é um dos meus números prediletos [pelo formato, por caber várias coisas, por ser o número que jogadores brilhantes utilizavam e ainda utilizam] por natureza, vivê-lo esteve muito, mas muito longe de ser uma maravilha.

 

 

É chão! Nos últimos 12 dos 84 meses que construímos nossa história, o copo é visto primeiramente vazio. Uma série de pequenos eventos isolados, em confronto com dias de desgaste num ambiente profissional inóspito e com uma condição de estafamento mental longe de ser das melhores, colocou uma nuvem na minha cabeça. Não permitem que, acima de tudo, eu registre esse pedaço a minha historia com o romanticismo tão bem explicito aqui neste espaço.

 

Em guerra fora de casa, “desapoiado” dentro, o sentimento de solidão gritou alto.

Mas, o que ainda está acima de todas as coisas? Sim, caro leitor, prezada leitora: o amor. Amor que nos faz dar o que a gente não tem, nem escolhe. Amor que nos estica e nos faz colocar sempre mais um pouco, um pouco mais, só pra ver no que dá.

 

“Love ain’t a crutch / It ain’t an excuse / No, you can´t get through love / on just a pile of IOU´s”. Letra inteira aqui.

O copo tem parte cheia, e é um copo grande. Em sete anos cabe muita coisa. Coisa suficiente para tudo seguir inteiro, intacto. Real.E se, no momento que escrevo, as primeiras memórias q vem e bateram são negativas, no dia a dia dá pra pescar o todo que faz sentido.

Tardes dela cansada e dormindo, e eu vivendo. Domingos de carne, cerveja, preguiça, atletico e/ou nfl, pipoca e tentar acordar bem na segunda. Noites de jantas inventadas ou já feitas pra ganharmos tempo pra gente ser e fazer o que realmente toca o coraçãoo. Saídas para fazer coisas que só quem tem que batalhar muito consegue valorizar, toda santa vez que faz. Muito “nós dois trabalhando” e menos momentos de qualidade do eu realmente gostaria, pouco “eu vou parar de ficar pagando pra ver”, mas é o que temos pra hoje. Dias de tentar e nem sempre conseguir. De conseguir sem tentar. De realmente olhar para o outro [enxerga-lo com um olhar maior, e nao apenas com egoísmo] e manter atualizadas as definições de felicidade…

 

Na soma disso tudo, 7 anos de um único propósito: ve-la mais feliz, maior, melhor, mais em paz consigo. Para que ela seja maior, melhor, mais feliz e em paz consigo, como, onde e com quem bem entender! Se for comigo, bem, se não for, que a vida siga sorrindo pra mim.

 

Quando sorriu, ao ser escolhido por ela para dividir essa estrada. Quando sorriu ao me permitiu essa escola fantástica que é um relacionamento e um casamento. E quando se mantem sorrindo, ao podemos ter e manter uma vida, lado a lado, sonho a sonho, magoa a magoa, sucesso a sucesso. Ha sete anos, e enquanto fizer sentido dizer que, contigo Carol, todo o resto segue sendo o resto.

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