Foca no trocadilho!

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O blog tem muito tempo, e outra coisa que tem um tempo enorme é o meu relacionamento com a Carolina. Hoje é dia de falar do que faz o dia a dia mais cheio, não apenas no sentido positivo do termo, mas no sentido certo para que a vida tenha um pouco mais de sentido.

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É comum que ao longo do tempo, a gente se perca no romantismo e na passionalidade sem mais nem porque, e ao deixar o relacionamento amadurecer, colocamos na vala comum das cotidianidades e passamos a dar muito mais valor ao que não dá certo, em detrimento as coisas positivas. É do senso coletivo e mesmo os relacionamentos com 6 décadas, não terão vivido apenas de momentos felizes. Conosco, não é diferente.

Ela prefere separar por 1º ano de casamento e 2º morando juntos. Eu prefiro que seja o 6º ano de uma história que seguimos construindo a 4 mãos e vários sentidos. São mais 12 meses onde aprendemos a lidar com os estilos e rotinas do outro, onde estendemos nossos planos conforme a saúde e a economia nos permitiu. Onde conversamos muito mais “feio e sério” do que era preciso, e não apenas porque nos deixamos ser vítimas de dias ruins, pessoas ruins, trabalhos ruins, mas porque, felizmente, somos imperfeitos.

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E não deixamos de querer o melhor não do outro, mas para o outro. Não deixei de querer ver ela maior, melhor, feliz, mesmo que isso eventualmente signifique que não estejamos juntos. Para ela e pro mundo, eu falar isso com tanta naturalidade é um indicio de que estou mais para não querer do que pra não querer [man]ter um relacionamento. Mas não é isso… é apenas a noção de que a inconstância da vida – e das pessoas – por mais que elas nos jurem amor e nos digam que somos a coisa mais “imperdível” que possuem, seguem sempre por um tênue fio de um golpe emocional ou um aumento de instabilidade psicológica. Ninguém está imune e sempre acontece. Com todos e qualquer um. Para todos e de qualquer jeito. Como sempre, há de se ter várias escolhas.

A minha é viver todos os dias, dividindo uma vida e um tempo de qualidade com a Carol. É fazer por ela mesmo sem forças, as vezes, pra fazer pra mim / por mim. É ouvir, questionar e cobrar não como uma pessoa que ama, mas como uma pessoa que quer que ela esteja bem pra si mesma, não pra mim. É falar porque você ainda se sente um jogador de frescobol, não um atleta de tênis. É não apenas sonhar, fazer todas as partes e mais um pouco para que nossa casa seja nosso templo, nosso refúgio, um espaço de qualidade onde nos resguardamos para enfrentar o inferno (que são os outros). É ter tempo de ficar puto e de fazer romanticices. É não querer fazer nada e deixar que escolha o que vamos fazer. É escolher o que vamos fazer e ouvir não com a mesma paciência que se diz sim para uma ideia ou programa não tão “legal” assim. É amar sem ficar com muita propaganda, até mesmo pra ela. É fazer porquê sim, e sim já basta e é muito. Não entendeu esse sim? Não precisa entender, basta viver. Viver pra ser, e seguir.

E seguimos, porque somos teimosos e por que amamos. Amamo-nos, e amamos ver nossos planos dando certo. Amamos ver que a gente consegue tudo aquilo que quer, mesmo com empecilhos. E de um ideal, construímos o nosso melhor possível. Neste melhor possível, seguimos em cada dia, todos os dias, com noites de risadas ou conversas sérias sobre o sexo dos anjos, falando sobre um monte de coisas ruins e agindo com posturas muito ruins para só pensar, fazer e receber coisas boas. Escrevi aqui mesmo!

Afinal, isso tudo é mais que (a continuidade de) uma festa pra família, uma aliança dourada na mão esquerda e várias fotos e vídeos para compartilhar. É mais que um status social e uma ideia a apenas se cumprir para seguir um rito que “todo mundo segue”. É mais que fazer de conta que se vive e que tudo está sempre maravilhosamente bem. É viver um relacionamento com a plenitude de nossas imperfeições, com a certeza de que não é fácil, mas pode ser mais real, mais feliz, mais positivo, mais “mais”. É uma questão de escolha. E desde um domingo ensolarado onde coloquei um aparelho de DVD e um pendrive, dentro de uma mochila e a mochila nas costas, onde rumei para um apartamento onde hoje é nosso lar, a escolha segue intacta. Em constante evolução. Como todo relacionamento que se preze deve ser. Como todo bom sentimento deve tentar se preservar. Como um amor me parece fazer sentido, e ser sentido, há 6 anos. Pois com você, Carolina, e tudo que está implícito, fica melhor fazer o resto ser apenas o resto :)

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