Não me pergunte o motivo, mas chega o meio do ano e eu viajo muito mais pra trás do que vivo cada dia.

Esse é mais um tema recorrente do blog, que já é um adolescente de 14 anos, todo virado no silêncio de não se pronunciar sempre e ter apenas conteúdos mezzo profundos mezzo nada a ver para expressar.

O curioso é que não tem nenhum evento pontual nesses períodos, fora os esportivos [copa, olimpíadas, pan].

Tinha as férias de escola e faculdade, que eram tempos onde voltava a solidão espacial [de ficar no quarto, não sair por não poder e não ter dinheiro, ver pouco os colegas do ambiente em questão], e me restava escrever, ouvir música. As temporadas de treinamento de pai, ao ficar com a sobrinha. Ler muito mais offline do que online.

Hoje, sigo sozinho [acompanhado pela catiora] na maior parte dos dias, trabalhando de casa e com todo tipo de música ou conteúdo profissional rolando nas telinhas. Em terapia, até troco figurinhas sobre o passado e propósito, mas não me sinto apegado a ele. Logo, não consigo identificar um motivo ou vontade específica de congelar e olhar – porém, sem voltar – para trás.

 

Outro looping é ficar estudando muito e praticando pouco.

Sei que meu desenvolvimento profissional contínuo passa mais por escrever do que por ler, por fazer mais artes do que estudar as tendências.

Mas acaba rolando uma procrastinação positiva, um senso de que eu não preciso que alguém comece o começo, mas precisa algum empurrão para seguir depois do começo, sabe? Também não sou de procrastinar muito, contudo gostaria de acelerar mais as coisas que pego para fazer. Um sentimento de “movimento constante” que existia quando estava na loucura de fazer muitas coisas para um cliente só, e que é mais esparso ao fazer coisas diferentes para clientes diferentes.

 

Um movimento que também prescinde de percepção

Pois das coisas que me propus para o ano, metade está cumprida [ = aquelas que dependem só dos meus esforços]. A outra metade prescinde de tudo que tá acima: autoempurrões, fazer mais usar melhor o tempo, especialmente quando ele significar fazer nada. Assim o resto será o resto.

 

Imagens do post:

 

||| ♫  ||| Gumbo Unplugged, PJ Morton.

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