Isso mesmo! Esta casa comemora 10 anos em 2014. Vou resgatar alguns posts destes 10 anos e vou contextualizar com a perspectiva do tempo e do pensamento neste período. Recordar também é viver :)…

 

Seria a vida uma novela?(2007)

Depende, meu caro leitor.

Mas costumamos fazer dela isso mesmo, muitas vezes.

Aquilo que muitos de nós assistimos as 21h (ou as 19h, ou a reprise da tarde, ou a das 18, ou aquela menorzinha de antes das 18 – isso num só canal…), dizem ser a arte imitando a vida. Não sei porque, mas o que tenho visto fora da telinha é justamente o oposto.

Pessoas se comportando como se tudo fosse novela. Roteiros meio parecidos: você é sempre a vítima, toda cheia de consimerações e dramas. E o mundo é a Odete Roitimann (ou seja lá como se escreve o sobrenome dela – não é do meu tempo, e eu não vi a[s] reprise[s] – sorry!). A parte romântica então, nossa! Só não sai CD com a trilha pq ainda não é todo mundo que tem pc em casa. “Ai, to com fulano, larguei de ciclano, mas amo mesmo o Zé, que ta com aquelazinha (que ama o ciclano)”.

E vivendo as coisas como se fosse possível retornar, e/ou como se fosse ficcional. Como se os sentimentos e marcas assim também fossem. E estão longe disso.

Nada contra nossa vida ser uma novela. Mas capriche nos capítulos. Grave o que é realmente importante. Não encha de coadjuvantes. E seja o verdadeiro autor da sua historia. A vida só é difícil de imitar quando a gente esquece que viver é uma arte. Falando nisso, pausa pra um pensamento que muitos já leram, mas que sempre será pertinente. Pois um dia a gente aprende:

A construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja a situação, sempre existem dois lados. Aprende que paciência requer muita prática…

E agora chega, que tá na hora da minha novela… o resto é o resto.

Posta-se assim >> 

“…oh, the truth hurts and the lies worse, how can I give anymore?”, Diz James Morisson em Broken Strings.

Momento Inception! Repost de “repost”, heheh… a mania de prestar atenção nas pessoas, inúmeras vezes comentado aqui mesmo, como estepe para escrever sobre posturas e comportamentos do dia a dia. O ano é 2009 e eu estava puto com alguém, riscando dias em calendário para tirar férias do trabalho e viver uma “experiência nova”, e por isso acabei postando o texto que tanto corre a internet, e quase todos que estão nela há pelo menos 10 anos já esbarraram nele em algum momento. Aquele mesmo ano e todos os seguintes foram trazendo replays dos aprendizados ali sugeridos, de diversas formas.

Construí e perdi confiança, ultrapassei o senso de flexibilidade e me tornei resiliente, pratiquei de formas que sequer imaginaria que fosse capaz a minha paciência e tudo não só tem dois lados: extrair uma essência de ambos as vezes é o melhor caminho para algumas decisões ou discussões, importantes ou não. E, na maioria das vezes, justamente porque as pessoas tratam a vida como novela: podem ser filhas da puta hoje, incoerentes hoje, ignorantes hoje, irresponsáveis hoje, errôneas sempre: no final, lá no final, tudo vai dar certo. Na frente, lá na frente, se muda, se resolve, se corrige, se faz diferente. “Calma, não é bem assim”, “veja bem, depois eu vou fazer”, “olha, quando tal coisa acontecer, passarei a agir de tal jeito”… argh! Mas, na essência das vezes, porque não é o fato de a maioria das pessoas tratar e levar a vida como uma novela, que eu estou obrigado, de alguma forma, a tornar-me uma personagem vazia e sem sentido. Personagens não sabem fugir da caracterização e estão presos a roteiros, na maioria das vezes, de duração limitadíssima. Personagens não entendem que a vida é mais. E que o resto é só o resto. O post original está aqui.

[] Sem música! 

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2 thoughts on “revisTzaum #05

  1. Uma novela sem final… Massada isso! Eu conheço pessoas que se parecem com personagens por não se envolverem com a vida e vivê-la de forma a não deixar que ela ultrapasse a fronteira que a torne intensa. Mas essas pessoas não percebem o que estão fazendo com elas mesmas e acham que a forma como vivem é a ideal. Eu tirei tanta futilidade da minha vida, depois que abri os olhos da consciência que penso devo respeitar o tempo de cada um e não olhar com olhos de superioridade.
    :)
    Beijus,

  2. Concordo com a Luma. A própria vida nos dá rasteiras e nos ensina o quanto futilidades são desnecessárias e inúteis. No final, colhemos o que plantamos, regamos, cuidamos. Ninguém é feliz para sempre. Construímos nossa história, se desejamos ser o protagonista dela.
    abraço, garoto

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