Isso mesmo! Esta casa comemora 10 anos em 2014. Vou resgatar alguns posts destes 10 anos e vou contextualizar com a perspectiva do tempo e do pensamento neste período. Recordar também é viver :)…

Costurado.

[…]Espero que seja assim sempre, e que eu seja uma pessoa bem sucedida, o que para mim não significa ser rico, snob e ter amigos e esposas do meu patrimônio, mas trabalhar no que eu aaammooo fazer (que é Publicidade & Propaganda) – ganhando o suficiente pra viver bem é lógico, e ter amigos e amores que o sejam pelo que sou e como sou, e não pelo que eu $$possuir$$.  [2005]To a 9 dias sem assistir tv. Tem 3 livros que quero ler e não consigo. 3 filmes tbm. Nem com agenda tou me acertando. Nas horas de [falta de] sono, tentando por a limpo tudo isso. Mas eu to bem Mesmo. Tirando o sono. Outra semana acaba. [2006] Aconteceu muita coisa e, passando a conta e fechando a régua [rs], enfim: tou feliz. Sou feliz. O que me falta eu conquisto, grato pelo que tenho. [2007]. Entre os livros de design e os frilas, entre os pensamentos voando longe – indo a certos lugares que nem valem a pena – e minhas paixões todas pedindo atenção. E música, sempre. [2008].

Quantas vezes a vida não nos é assim [pra não dizer sempre], um tapete de qualidade que só a gente mensura com a grandeza certa, com o melhor de cada tecido que a vida vai nos compondo, em seu tear? De lá pra cá este tapete que vos bloga tem guardado muitas impressões, sem viver em função delas nem das costurinhas que vivem tentando rasgar, enfim. Mas feliz de perceber que de um jeito meio profético fui desenhando à tipo meus passos, e caminhei firme. E só chego aonde quiser. E que, de alguma forma estranha, certas coisas acabam acontecendo [ou eu trato das mesmas coisas?] em determinadas épocas dos anos. Daí a gente nem precisa usar palavras diferentes pra dizer as mesmas coisas, permitindo que nosso passado o faça. No mais, no hoje, a relação de tempo anda um pouco confusa. Os dias quase por ali também, duma introspecção singular. O resto é o resto [e deveria ser um pouquinho mais]. Repost porque tiraram do ar o q eu tinha colocado anteriormente:

Posta-se assim >>

“…oh, the truth hurts and the lies worse, …”, Diz James Morisson [éé bom o cd dele lançado no ano passado] em Broken Strings.

Um blog, antes de ser um produto de informação no ambiente online (como todo produto, com seu preço e suas metas de lucratividade), um espaço de autopromoção ou um agregador de boas conversas, foi e é um diário pessoal. O meu, desde que sentei diante da tela do uol blog (e é assustador como ela mudou pouco nestes 10 anos…), passou e passa essencialmente por três tipos de postagens: histórias ou “minhas verdades” sobre o amor, textos sobre “bora lá buscar uma vida diferente da que a minha família teve”, e outras banalidades dividas em séries de textos, ou cotidianisses.

2009 – da sala onde era o escritório, o computador atualizado depois de juntar dinheiro para poder fazer isto. Aqui eu namorava, criava, escrevia, e seguia alguns passos do que queria para o que vivo hoje.
2009 – da sala onde era o escritório, o computador atualizado depois de juntar dinheiro para poder fazer isto. Aqui eu namorava, criava, escrevia, e seguia alguns passos do que queria para o que vivo hoje.

Na altura do campeonato onde esse texto foi escrito, estava com a cabeça num plano, que, para aquela época, era insano, mas era apaixonadamente insano: mudar de cidade, construir outra história, e pagar pra ver sobre a minha carreira profissional. Estava pra completar os primeiros anos das coisas sérias que fazemos naquela faixa de vida: de emprego e de namoro. Deixava 100% do meu salário e 80% do vt e do VR em casa, para pagar aluguel e contas. Os outros 20% eu guardava pra poder viajar pra ver a namorada, e vez ou outra complementava um almoço, mas sempre tinha a marmita prontinha pra almoçar diante do pc, e depois ir dar uma volta. E observava com mais afinco que de fato, só seria aquilo que conseguisse efetivamente ser. E assim como nos 5 anos anteriores, concentrei esforços para ser o melhor universitário que conseguisse, permaneci nestes 5 anos seguintes com os esforços concentrados em outros objetivos, pela ordem: construir relacionamentos ainda melhores, uma carreira profissional da qual me orgulhasse, uma vida que me desse perspectivas e possibilidades mais amplas, ainda que fique sem um tanto de escolhas por causa disso. Até aqui, também está dando certo.

De fato, a vida é um tapete onde vamos costurando aqui, descosturando ali, colocando e tirando tecidos dos mais variados fios e qualidades. Continuo achando a relação do tempo comigo um tanto confusa, mas ao invés de ficar pensando nisto, usei o tempo para fazer o que tem pra fazer. E para manter o resto, apenas como só o resto. O post original está aqui.

[]But stay awhile and maybe then you’ll see

A different side of me

I’m not crazy, I’m just a little impaired

I know right now you don’t care…” Unwell, Matchbox Twenty

Siga por aqui:

One thought on “revisTzaum #02

  1. Oi, Tony!
    Esqueça o tempo! :D Continue realizando suas coisas do modo mais tranquilo, pois somente a paz interior nos faz ter energia para enfrentar o dia a dia com otimismo. Fez boas escolhas até o momento e continuará fazendo, porque a sua base já está pronta. A tranquilidade de estar fazendo o seu melhor é um alívio para a consciência e de quebra para não termos medo – esse sentimento que tanto nos priva das novas experiências.
    Poxa, dez anos?! Nesse tempo eu apenas contribuia para blogues coletivos, como o “Elas por elas” e “Nós por nós”. Acho que nos conhecemos daquele tempo.
    No dia da festa, me chama!! :D
    Beiijus,

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