Nessa fase de reencontro com o equilíbrio, outro enorme desafio que tenho encontrado é manter-me em sintonia com minha energia. Bastante gente sequer acredita, mas aqueles dias onde você sai tinindo de casa, não dá 1/3 do expediente e parece que passaram às 8 horas formais, tem muito a ver com as outras pessoas no ambiente onde você está. Outro ponto de influência enorme é o seu estado emocional – pendencias ou discussões em todas as esferas de relacionamento – que determina com muita precisão como a sua força interna reage diante do ambiente.

O combo é pesado: num espaço de trabalho pequeno, todos de cabeça fervendo (afinal tanto o poder de compra quanto o valor no bolso foram reduzidos), pensando em “o que vão fazer”, e metade da equipe mais pessimista que o pessimismo, + as dificuldades cotidianas, resultado: a produtividade do meu dia resume-se do que acordo até as 2 primeiras horas de trabalho, de 20 minutos antes até 30 minutos depois do almoço, e dos últimos minutos do expediente até a primeira meia-hora da volta pra casa. Este post saiu em um destes intervalos, depois de muito apaga-escreve-apaga-nossaquemerda-escreve-salva.

Parece uma surra todo dia: onde o corpo machucou de leve no futebol, vira lesão media. Onde tinha uma dorzinha, tem dor de quase chorar. “Toneladas” nas costas. Cérebro parece que é ele quem pulsa no corpo, só que inchado em relação a caixa onde está preso [com ou sem fone de ouvido, utilizado justamente para procurar abstrair]. Vai dormir, e não consegue. Faz uma pausa na hora do almoço, e o corpo procura um estado tão profundo de relaxamento que se deixar passar mais tempo, praticamente não volta [leia-se: dormiria o que não dorme na noite]. Algumas entre várias técnicas pra amenizar isso ajudam, mas não resolvem, pois não importa o quão “mente positiva” você consiga ficar: os ambientes permanecem pesados.

Não é a primeira vez que atravesso essas “crises energéticas” nos ambientes que tenho. A diferença pras vezes anteriores é que tinha para “onde fugir”, um local onde me tranquilizaria ao natural, ou teria uma pessoa ali que me deixaria tranquilo. Estes locais não existem agora, muito menos essa pessoa. Aí, pra fazer o resto voltar a ser o resto, vai um pouco mais de força e de esforço. Mas vai rolar [e enquanto não rola, sigo aguentando no modo marromeno!] :)

[] sem música!

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