“falo nada, só observo” é um meme que poderia muito bem estar na minha lapide. Observar é acima de tudo, um ato de reflexão. Depois, um exercício livre da curiosidade em prol do aprendizado, ao menos pra mim. A bola de curiosidade da vez é com as pessoas doentes.

Não daquelas dores “fisico-hospitalares”, mas essas que só se curam com a cabeca. Os doentes que entortam a própria imagem no espelho, que arrastam todos os dias os seus monstros paras suas possibilidades, transformando a zona de conforto numa grande arena de emoções e personagens.

cruzCreio que estamos vivendo para aprender, e ao longo de toda a nossa jornada, ir construindo versões melhores, até que ao chegar no destino, aquela versão final sinta-se orgulhosa de suas atualizações. Essas pessoas demonstram primeiramente, sentimentos maiores, inibidores de um conceito menos “global” de felicidade. Entre medo e auto depreciação, uma série de fatos, discursos e histórias sobre problemas que tem solução mas, ou o túnel não tem luz, ou tudo ainda é muito maior que a única forca capaz de nos transformar: a vontade e a fé.

Todas as religiões tem passagens muito bacanas sobre como cada um vai alem, à medida do quanto assume as responsabilidades pela própria vida. Do quanto ousa dar um passo além e evoluir. Assim como nos lembra de que por mais que tenhamos nossos exemplos e imagens a seguir, devemos evitar o julgamento elo julgamento, afinal, somos todos imperfeitos.

Coloco um pouco da minha energia para conversar e tentar, junto ao outro, buscar um caminho mais sensato. Falo sobre uma ou outra ideia, ajudo com algum plano ou sonho. Contudo, as vezes, no brilho voluntário de fazer a vida dos outros melhor pelas suas próprias pernas, deixo o meu caminho não de lado, mas recontorcido. Com mais voltas para fazer do que o necessário. Aí, quem precisa da reparação sou eu.

É nessa observação e curiosidade, e pouvindo os problemas e dificuldades das outras pessoas, é que sigo aprendendo que cruz, cada um tem a sua. Testa saber se queremos, quando precisarmos, utilizá-las como muleta, ou como pontes. Pra melhora a vida porque se quer. E fazer o resto ser apenas o resto.

[] sem música!

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