Neste penúltimo post de 2010, não sobra preguiça para escrever, mas esbarra-se em arquivos onde achei comentários que fiz nesse ano e [não me pergunte por que] foi pertinente guardar. Trago alguns pedaços abaixo. Um pouco do que já disse aqui mesmo de outras formas, e coisas que ainda direi do jeito que entendo…

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Isso [gente de personalidade] não temos percebido com mais frequência, por que os pais de hoje [pessoas com idade para serem nossos irmãos mais velhos, e possivelmente filhos de pais como os nossos] perderam a referência de casa. As referências de pessoas. Hoje, somos bombardeados e cercados pelas referencias das coisas. E quanto mais diferentes as pessoas querem ser, mais parecidas com as outras têm ficado. É da natureza humana buscar alternativas para não sentir-se só, mas as opções tem ficado cada vez mais infames. Fazemos parte de uma geração que poderia ser absurdamente melhor que as anteriores, se ao invés de preocupar-se em saber o que quer, entendesse antes o que realmente não quer.

Genericamente, continuamos sendo aquilo que está na nossa essência, e se despendemos um pequeno esforço para manter nossa personalidade ao invés de variar as personagens conforme o que momentaneamente desejamos parecer, conseguimos ver na publicidade exemplos do que não precisamos na vida, e passamos a rir da ideia de quantas pessoas seguindo aquele modelo, passaremos a acompanhar. As pessoas tem procurado mais conhecer outras ao invés de conhecerem a si primeiro, isso também contribui para o mundo de “espelhos cegos” com o qual nos habituamos a [con]viver.

[…] no tripé: respeito, sinceridade, reciprocidade.

Como as 2 primeiras “pernas” são ensinadas pelas nossas referências [começando pelas de casa e acabando nas que compõem nossa convivência diária] e a 3ª é uma extensão daquilo que aprendemos e absorvemos com cada uma daquelas, nada mais natural que a gente leve muito, mas muito tempo mesmo, batendo cabeça em relacionamentos. Sintonia é uma conseqüência desse tripé aí, que entendo ser a base de todo relacionamento, de qualquer “categoria”, que dá certo.

Pois você não vai estar com alguém igual a você, exceto se fizer um acordo consigo, antes de tudo, para manter-se feliz, sem depender de ninguém. [E, no fundo no fundo, não queremos alguém assim, igualim. O imprevisível é que nos move]. Ai você abre espaço para encontrar / ser encontrada por alguém com sonhos que possuam o mesmo tamanho dos seus. Que te leva pra voar com poucas palavras, as vezes até com 1 olhar [isso pode ser salto de pára-quedas também!]. Que te faz feliz sem fazer nada. Que te faz completa por parecer fazer tudo, até mesmo dando um reles sorriso. Que admira suas qualidades a ponto de ser capaz de respeitar todos os seus defeitos, mesmo aqueles que não são possíveis de compreender, e questionamos não pelo prazer de questionar, mas porque queremos aquela pessoa cada vez maior, cada vez melhor, tão ou mais feliz.

Dai a gente nem vê o tempo passar e quando se dá conta, já estamos há um tempão ao lado desse alguém que nos faz tão bem. Esperando ou não, simplesmente acontece. As vezes antes ou durante nossa “passagem” por todos aqueles que quase pareciam ser nossa sintonia, mas eram apenas o preparo pra esse alguém. Como, quanto [e com quantos (as)] nos preparar é escolha nossa. Enjoy the ride e depois que fechar o tetris, ache outro jogo que divirta igualmente. Pq o resto é o resto =).

[♫] “girl you and miiiiii, to-gether will take ooooveeeer the world…” – Something Special, Usher.

3 thoughts on “Recortes por aí.

  1. interessante que você usa o mesmo tema pra discorrer sobre duas coisas diferentes: educação vem de casa. e isso é TÃO importante. pena que, hoje, não seja valorizado da forma como deveria.

    “Fazemos parte de uma geração que poderia ser absurdamente melhor que as anteriores…” [2] mas, acabamos ficando na mesmice, néah. – -‘

    Tony, ontem li um post interessante de uma amiga sobre o natal e concordei com ela. olha ele aqui ó: http://soabemmeubem.blogspot.com/2010/12/dingo-all-way.html. bom, desejo um Feliz Natal pra você! (x beijos grandes!

  2. Não sei se vc tem razão.Acho difícil generalizar em um mundo contemporâneo tão versátil e cheio de nuances, inclusive criativas, regionais e culturais. Em um país do tamanho do nosso nada é como em lugares micro e, portanto. o que se discorre lá não é , necessariamente, como cá.

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