Tirar do plano das ideias e das ideias rabiscadas qualquer tipo de plano requer nada mais nada menos que uma das mais difíceis artes que a nossa natureza impõe aprendizado: a atitude. Contudo, atitude em si, basta? Olhar pra to-do-list e dizer “uia, vou fazer, é só fazer” é sinônimo de problema resolvido? Nananana.

Sempre temos alguma atitude em relação as escolhas que fazemos, aos planos que imaginamos, as ideias que formulamos, independendo nosso estado mental / emocional. Na maior parte das vezes esta atitude não vai de encontro com o que imaginamos, seja porque não nos sentimos capazes, seja porque transferimos a terceiros – coisas ou pessoas – a responsabilidade pelas condições deles. A cabeça “fala muito” sobre o que seremos e teremos na vida, definindo quão positivas e engrandecedoras serão nossas atitudes perante nossas escolhas, ou as escolhas que a vida nos obriga a fazer. Se não você que me lê, com certeza conhece alguém que, de forma objetiva ou com palavras mais manhosas / supostamente orientadas para algum distúrbio psicológico, vive naquela de “aiinn mas eu não consigo”, “nossa, eu não posso”, “poxa, nada dá certo na minha vida”. Se você além de leitor é blogueiro, com certeza tem por ai algum post perdido sobre listas de final de ano e a incapacidade de vê-las zeradas. Em mais outras palavras, a fraqueza mental impera e é a tradutora mais sedutora e sincera de nossas atitudes.

Força mental é imprescindível para a concretização de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo. Atletas passam de coadjuvantes a mitos graças a muito treino, muito esforço e muita, muita concentração. Escolha qualquer área, qualquer segmento, qualquer nicho… encontrará pessoas muito focadas naquilo que fazem. Podem até parecer “disléxicas” em relação ao mundo, mas nunca acerca daquilo que escolhem. Replay: as pessoas que cumprem planos nunca dispersam daquilo que escolhem. Você dispersa dos seus planos… está errado? Claro que não! Talvez você não esteja parando para analisar se os planos que você faz estão de acordo com a sua essência, com aquilo que você realmente é pra e na vida. Talvez você esteja fazendo planos olhando pra cima, sem reparar que parou em algum buraco, na sua caminhada. E ao invés de fazer uma escada para sair dele, está pulando e afundando mais um pouco.

Formamos / alimentamos buracos em nossa caminhada quando nos apegamos a minucias do que não dá certo em nossa vida, ao invés de focar nas soluções, nas evoluções, nas diferenças [aqui você imagina comigo: quantas pessoas você já ouviu dizendo “sou o que sou, não sei se consigo mudar”? quantas vezes você disse isso?], ao invés de olhar no espelho, olhar pra dentro de nós mesmos, e depois mirar o horizonte da nossa caminhada. Uma estrada longa e cheia das suas peripécias. Mas que é a nossa estrada, por onde apenas nós podemos caminhar. Driblar buracos e obstáculos nunca é fácil, mas sempre conseguimos colocar tábuas sobre eles, tapá-los ou simplesmente desviar quando escolhemos propósitos que realmente nos permitam compreender que, diante de cada plano cumprido, de cada sonho realizado, e de cada nova meta sonhada, a estrada permanece ali. Grande. Vistosa. Majestosa o suficiente para nos sugerir a compreensão de que no fim, o importante é permanecer caminhando. E fazendo do resto, só o resto.

[♫] “But as long as you know who you are, and what you’re about, nothing they say can shake your pride and make you doubt…” / I´m beautiful, Aloe Blaac.

2 thoughts on “Planos, realidade, e os buracos.

  1. Eu nunca fiz planos, ou listas de metas a seguir. Nada que não seja objetivo a cumprir em duas semanas. Fora isso nada feito.Ficar analisando erros? Não é comigo. Faço o que acho que devo e se não der certo não deu e ponto. Vou ponto a ponto na vida e ja acho difícil.Imagine planejar por um ano? Aqui em casa minha luta é com meu filho mais velho que faz planos e planos.Eu me recuso a entrar na dele.Não acredito nisso pois acho que não há como cumprir metas com mais de 15 dias.Tá sumido. Espero que estejas brilhando no trabalho.Já casou?

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