Ser feliz com a perfeição do possível ou frustrado com a imperfeição do impossível?

Só existe uma prática mais agressiva (à qualquer tipo de ideia, plano, sonho) que a procrastinação: o perfeccionismo. Palavras de quem tem em si a cultura de que se é pra pegar pra fazer algo ou faz o melhor, ou nem se mexe pra começar.

Mas, precisei aprender: feito é melhor que perfeito, afinal prática leva à perfeição. No meio deste caminho, a simples construção do interesse em aprender a melhorar toda e qualquer coisa que se deseje de verdade e necessite.

sucesso é o caminho que a gente percorre entre pensar e fazer :)

É possível realizar sem precisar fazê-lo do topo da sua melhor versão. Mas é imprescindível um desejo “maior que tudo” e a consciência de usar o tempo a seu favor.

 

Perfeição é igual a ilusão. Imperfeição é ser e estar ao mesmo tempo

Ilusão é um estado de espírito que sugere felicidade, contudo é placebo para nossas frustrações.

Seja por uma criação “agressiva” que gera um senso de competição entre irmãos [colegas de escolha, trabalho, etc] ou força uma “régua imaginária” na qual estamos sempre insatisfeitos com o que construimos, esse sentimento de necessidade de estar ou ser perfeito é como sonhar com uma viagem e pensar apenas no final dela, na volta pra casa, e não em como vão ser os dias descansados, estar num ambiente diferente, viver uma experiência nova e, isto feito, absorver maior felicidade.

“A vida não é um fenômeno consertável. (…) vamos morrer antes de riscar o último item”. Mais, aqui.

Aceitar nossa capacidade de falha, escolher estar “sempre em modo beta”, é olhar pra dentro de si e enxergar propósitos. Olhar para fora, enxergar inúmeras possibilidades. E, trocar o olhar para o meio disso: ao invés do “sou o melhor de / no / em”, “nesta etapa vou chegar em tal lugar”.

Sofra o quanto você quiser, mas assim como os demais serumaninhos, você também vive um minuto por vez, uma hora por vez, um dia por vez… até acabar o seu tempo.

 

“Em um certo nível, a confiança se constrói através de realizações. Nossa confiança cresce ao fazermos aquilo que sabemos que é o certo. Quando fazemos algo que não temos certeza de que é o correto, mas fazemos assim mesmo, minamos o sentido de nós mesmos.” Mais, aqui.

 

Ou seja: fazer vem antes de conseguir

Toda vez que nos propomos um objetivo, especialmente nas retas finais de ano, para as quais dedicamos listinhas ou planinhos e vamos dizendo que “ano que vem ser diferente, dessa vez eu vou conseguir”, fica um espaço vago no próximo passo, que é o fazer. Sonhamos grande, mas agimos pequeno. Contudo, todos que “constroem” grande, fazem pequeno.

E fazer pequeno é direcionar a energia da perfeição que sempre fica no resultado final, para os pequenos passos. Quem corre 10km, não o faz de uma vez. Tem que percorrer 10 mil metros. Mihões de centimetros. Um passo, depois outro, mais um, mais rápido, mais rápido… recheados de imperfeição, até cruzar a linha.

o que você faz hoje é importante, porque você está usando um dia da sua vida pra isso.

Mude a analogia para um plano que você tem na vida, e destrinche o objetivo final, de tras pra frente. Veja tudo que precisa ser feito para alcancar algo que você sonha. E aja diariamente para conseguir isso.

Repense o conceito de certo e errado. Tente entender com base em quê você se colocou alguns padrões [ou limites] e veja se isto realmente faz sentido para o que você deseja no fundo do seu coração. Aceite que mesmo a certeza mais concreta pode ser desfeita. E passe a usar seu tempo para coisas que realmente te coloquem, cada dia, 1% mais próximo da sua melhor versão.

Com medo mesmo, pra acertar e errar. Errando, para aprender. Aprendendo, para tentar. Tentando, para querer. Querer, tudo aquilo que você deseja mais intimamente.

Construindo assim, a sua imperfeita perfeição. Deixando o resto ser apenas o resto.

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