Não ser um zumbi moderno, e prescindir de estar olhando para uma telinha todos os instantes. É mais legal ficar olhando o pessoal tropeçar, entrar errado nas portas dos ônibus, não apertar os botões dos andares para os quais querem ir no elevador… e conseguir caminhar mais distraído nos próprios pensamentos do que em exercitar o dedão com alguma coisa que sim, pode muito ser deixada para depois. E conseguir almoçar pensando apenas no sabor do alimento e não se ele fica bem na foto. Isso é errado, é feio ou ruim? Nanana… mas a minha pequena felicidade é ainda conseguir estar comigo ao invés de não estar em lugar algum, fazendo tudo e nada. Ė bem mais legal não esquecer que a vida é offline.

Correr apenas com os sons das ruas, sem que o parceirissimo fone vire uma arma branca. Seja nas noites com carros e conversas a passar, ou nas manhas de ruas interioranas por aqui, concentrar em cada intensidade dos trechos e não olhar para o cronômetro, divagar em cada passo, devagar na cabeça, na velocidade certa do corpo, colocar o espirito em seu lugar: em equilíbrio.

Ter um dia sem despertador, e bagunçar um pouco a saúde criando esta leve perturbação ao corpo. 4 ou 9 horas de sono? O que der mais vontade! Dias de nadear são raros, mas são excelentes.

E em fases como a atual, onde a economia mostra sua face mais dura no meu mercado [e no mercado de quase todo mundo] e temos que dar um pouco mais para não nos tornarmos vítimas das circunstâncias, nada melhor do que alimentar pequenas felicidades que ajudam a transformar todo o resto em só o resto.

[] sem música!

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