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Quando começou, eu nutria uma expectativa baixíssima.

Um dia antes de tudo começar, por mais que escrevesse sobre  saudade e solidão, ainda era a evolução de uma mudança de pensamentos e sentimentos muito, muito, muito fortes nutridos no relacionamento anterior. Fui desencanado começar esta história com a Carolina.

Desencanado no sentido de “vou tentar fazer a vida desta menina mais legal e vamos ver o que a reciprocidade me reserva”.

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Aconteceu de a reciprocidade ser numa medida surpreendente, não por ser de impacto e na mesma medida, mas por ser diferente. Ser leve.

Ser, como disse cazuza, com a sorte de um amor tranquilo, com sabor de fruta mordida.

Segui firme no propósito de fazer a vida daquela menina melhor. Atualizei pra fazer a vida daquela menina (mais) completa.

Para que, do alto de sua rotina estressante, de dias atribulados, de “auto problemas entre auto problemas”, de pirações e da distância da família, não tão grande no sentido físico, mas cada vez maior no modelo de vida, ela encontrasse em Curitiba mais que uma fuga de uma vida que não lhe pertencia, mas a vida onde ela fosse uma protagonista de fato.

Deu certo. E atravessamos o primeiro ano, nos conhecendo e admitindo assim que existia uma diferença. Uma pequena diferença

Diferenças que fizeram com que nosso relacionamento amadurecesse muito rápido, para os padrões comuns.

Quando falo de amadurecer, refiro-me a capacidade de ser parceiro daquela pessoa, de querer a melhor versão dela sem necessariamente isto significar a melhor versão dela para você.

A capacidade de estar junto sem prescindir aquele grude adolescente. De conversar de tudo um pouco e ter pouquíssimos freios ou limites.

De ter as dificuldades de pais malucos, que não souberam viver os seus relacionamentos e nos imputavam uma pressão absurda acerca de um erro que eles cometeram, não a gente. Foi deixando de ser apenas um relacionamento.

Tornou-se um projeto de vida. E um mais um seguiu virando muito mais que dois.

Projeto de vida que começou com uma conversa muito da marota no ar, o clássico dos clássicos do charme que ela costuma fazer: “viu, tava pensando, eu dei uma olhada no calendário, e 21 de novembro de 2015 cai num sábado…”, eu olhei pra ela com os olhos arregalados, mas não hesitei: “é uma ótima data pra isso que você tá pensando, heheh…”, e de lá pra cá, dobramos nossos expedientes, e levantamos uma grana não apenas para fazer a festa dos sonhos da noiva e da parceria do noivo [são poucos homens que sonham com festas de casamento, e um homem com a realidade que tive, sequer pensaria mesmo.

Contudo, sou parceiro até a morte!], mas para ter um lar assim que fosse a hora.

Hora que quase não existiu, pois no terceiro ano a maluquice das famílias virou pressão factual, e a pressão quase virou término.

A gente entende a hora de dar um pouco mais, e acalma o coração para seguir a vida qualquer fosse a resolução daquilo. E multiplicamos nossa paixão para ver se o que a gente tinha era de verdade mesmo.

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E seguimos, porque somos teimosos e por que amamos.

Amamo-nos, e amamos ver nossos planos dando certo.

Amamos ver que a gente consegue tudo aquilo que quer, mesmo com empecilhos.

E de um ideal, construímos o nosso melhor possível.

Neste melhor possível, seguimos em cada dia, todos os dias, com noites de risadas ou conversas sérias sobre o sexo dos anjos, falando sobre um monte de coisas ruins e agindo com posturas muito ruins para só pensar, fazer e receber coisas boas. Por que com dois pares de passos dá pra construir uma vida.

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Por que é fazendo coisas boas que mantemos a vida do relacionamento. É da soma de coisas boas que um relacionamento permanece de pé.

É da vontade de ter mais que uma festa bacana, mais que uma aliança dourada na mão esquerda, que se faz um relacionamento completo. É do amor sem medidas que se crê que não apenas é possível, mas que vai acontecer como merecemos.

É de acontecer como merecemos, que não se desiste de fazer a vida da outra pessoa maior, melhor, mais feliz, completa, mesmo que isso possa vir a significar que ela não esteja mais com você.

Pois se há 5 anos, numa encalorada tarde de domingo, a perspectiva era apenas dividir algumas horas vendo um filme, agora é ter muitas tardes de domingo, com o clima que for, para dividir toda a sequência de uma vida, cheia de respeito, transparência, sinceridade, e amor.

Amor desses que sigo alimentando por você, Carolina. E que espero que tenha de tudo um pouco para ser bem alimentado aí também :)… até daqui a pouco, na nossa festa!

One thought on “Os 5 primeiros anos com a Carolina :)

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