“está tudo acabado”

Literalmente. Depois de 11 anos enfurnado diariamente em escolas e colégios por Curitiba a fora (foram 3 colégios só), acabou hoje a minha vidinha de estudante Ensino Médio. Hoje foi o último dia de aula para nós, alunos do 3o. ano, e nada mais me resta a não ser começar a lembrar o quanto esse tempo era bom, o qto foi proveitoso, o qto foi especial. Conviver entre os raros amigos, os muitos colegas e os outros, falsos e invejosos, foi ao mesmo tempo divertido e interessante. Os tão falados momentos de fervos, bagunças, risos e paqueras não passam agora de história. Agora, pouco haverá a ser relatado e esta vida que muito pouco é agitada será menos ainda. Se era pouco o que contar, agora será quase nada.

 

 

Assim fiz o primeiro de dois parágrafos num post há 13 anos.

Olho lá, reviro as lembranças e passo pelas fotos, e o sentimento é o mesmo: foi bom, proveitoso, especial.

Passar por este tipo de post [aliás, é um costume ler os posts dos respectivos meses, ao menos uma vez por ano, pra não ver se ando repetitivo demais] é uma forma de não esquecer a origem, de pensar outra vez antes de reclamar de qualquer coisa.

Basicamente é o mecanismo que construí para não esquecer que tudo passa, e a vida é pra frente.

O que não passa, é o que a gente constrói.

O ensino médio foi onde fundamentei meu significado de amizade, o sentimento de parceria, o entendimento de que exisitiram pessoas ali que fariam parte do resto da minha vida.

O conteúdo formal, os cadernos, as mensagens, os elogios, os namoricos, isso tudo alguém acaba resgatando ou alguma música ou texto nos rebocam um sorriso inesperado.

Tudo na memória, nada com saudade.

 

 

Ainda não estou com saudades, e tenho certeza que quem realmente “está junto” continuará assim.
Aqueles que diariamente estavam juntos serão amigos pelo passar dos anos, os que jogavam fute juntos continuarão jogando.
As paqueras, frutíferas ou não, irão continuar. No dia 10 de dezembro, é a formatura, e lá realmente tudo acaba. O resto é resto.

 

 

Aqui, mais que três guris que andavam juntos, por estudar juntos nos três anos do ensino médio, e por jogar bola quase sempre: o “clube dos padrinhos”, afinal, um é padrinho do outro nos respectivos casamentos. O último a casar é o de amarelo…

São 15 anos de amizade, e contando. Por isso, reitero: a vida é pra frente.

De lá pra cá, todos fizemos faculdade e pós graduação, nos apaixonamos de verdade, engordamos, jogamos menos bola, passamos a nos ver menos vezes do que queríamos, mas quase que mais vezes quando estavamos fora da escola e “ainda morando no mesmo bairro”.

Um já teve 2 filhas. Um casou esses dias, o outro casa ano que vem.

Fonte: https://br.pinterest.com/pin/241224123773362390/

Quando olhamos pra trás, juntos, ficamos com sorrisos largos lembrando o que a gente achava que era responsabilidade.

Ficamos desesperados quando olhamos nossos pares de geração ainda congelados na adolescencia, fazendo algumas cagadas típicas de quem ainda não quis se desvencilhar do passado.

Construimos nossas vidas e nossas carreiras, e nunca os ouvi reclamando que não estavam felizes. Insatisfeitos, todos estamos ou estivemos em alguma etapa nessa década e meia. Repetimos nossas histórias, enumeramos arrependimentos, mas jamais pensamos em abrir mão do que fizemos até aqui.

quem disse que nóis já não era virado nas selfies? E olha que essa é de um tempo que nem esse termo era cravado :)…

Quando falo de uma vida pra frente, não é um desprezo ao passado, mas é colocá-lo no tamanho certo: lá atrás, que é a sua origem.

Pra frente, mais que slogan de banco, é a escolha de deixar a nossa mochila da vida com o peso ideal para a estrada dos dias.

Viver de resultados, ao invés de viver de memórias, em loopings depreciativos e depressivos que constroem a falsa esperança de “que tudo antes era melhor, e se tivesse algum jeito de fazer como era lá atrás, eu seria mais feliz”. Ser no tempo presente, sem tentar viver no eterno futuro do pretérito.

Não ter apego ao que realmente não pode nos ajudar… ter a consciencia de que temos cada minuto para fazer nosso melhor. E que o tempo é o que temos de mais precisoso.

Seja para estar formado há 13 anos, seja por ter os melhores amigos há 15.

Seja para caminhar e continuar fazendo isto ser cada vez maior, cada vez melhor, cada vez mais relevante… deixando resto ser apenas o resto.

O post original está aqui: http://tzaum.zip.net/arch2004-12-01_2004-12-31.html#2004_12-03_13_30_45-100233761-0

Sem música!

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