Conforme vivemos, vamos construindo a mochila que temos que carregar da nossa vida. Nela geralmente consta a nossa história, um pedaço da história dos nossos parentes mais próximos [leia-se: pais], e todo o background necessário para o equilíbrio do dia-a-dia. E conforme este cotidiano é vivido, damos pesos diferentes para as pedras que temos na mochila. As do passado, adoramos tornar pesadas, muito mais pesadas do que realmente são. As do presente, gostamos de desconsiderar porque “doem agora”. Do futuro estamos enxergando ali, e por vezes nos apegamos a elas. Mas o que nos leva a concentrar esforços num passado que não nos pertence mais, para perder o hoje, no qual precisamos tornar a nossa vida mais viva?

Acredito que quem precisa em demasia de respostas do seu passado para encontrar o seu futuro, por causa de um presente desagradável, encontra-se naquele estágio – que não possui nada de errado – no qual “não sabendo para onde ir, qualquer lugar serve”. O que nunca esteve na minha natureza, foi a necessidade de saber respostas que não são pra mim, de extrair minucias de um passado que não vivi, para entender como as pessoas eram em suas essências enquanto conviviam comigo. As particularidades de como cada um vive a sua história só me interessam quando a pessoa deseja compartilhar isso conosco. E quando não desejam, geralmente possuem um motivo muito forte para tal. Assim, respeitamos nossa própria essência ao compartilhar o que pode transformar nossas vidas, e deixamos que os outros sejam transformados pelo que compartilham.

Mas então, “quando” é a felicidade?

Quando a gente consegue conceber claramente a ideia de que não precisamos saber para onde estamos indo, mas seria bacana compreender que temos algumas obrigações na jornada diária, para as quais ou optamos e arcamos com as consequências de cada escolha, ou nos adaptamos ao que “está ai” e vivemos, “sem o mimimi”. Assim, fazemos do resto, só o resto mesmo.

[] sem música!

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