John Mayer, ou John Clayton Mayer  é quem considero o “one guitar man” da minha geração. Seu primeiro disco é de 1999, mas só comecei a ouvir o que ele tinha para cantar em 2007. Sabia que ele era o cara do (quase) one hit wonder “your body is a wonderland” [de 2002, do seu 3º disco].

 

Mas, tinha mais nele. Ao continuar rodando em turnê e aprendendo cada vez mais sobre música, foi migrando do “pop pelo pop” para composições mais conceituais. Somando isso às experiências amorosas e de vida, migrou de estilo, misturando o blues, soul e o soft rock às suas composições. Tornou-se um guitarrista virtuoso e, colocou um ponto “fora da curva” [pra si e no mercado] com o álbum Continuum, de 2006. Tire 50 minutinhos e deixe rolando, pois vale ouvir na íntegra:

São 12 músicas de um capricho ímpar. De Waiting on the World to Change, vencedora de Grammy, à I´m gonna find another you, Uma regravação e mais 10 celebrações à vida, as (in)certezas de relacionamentos e a certeza de que amor sempre rende ótimas canções.

E com “where the light is”, John Mayer celebrou seus 10 anos de carreira e revisitou os principais sucessos, mostrando que tinha alcançado seu lugar ao sol, tanto com a capacidade instrumental quanto com as músicas que tem. Presta atenção nessa versão acústica:

 

Daqui em diante, entrou numa onda mais soft country, com os álbuns Battle Studies (2009)…

… Born and Raised (2012)…

… e Paradise Valley (2013). Da qual separo uma das canções de amor mais bonitas dos anos 2010:

 

Cada um desses álbuns também tem as participações das respectivas namoradas. Ele me parece ser um daqueles caras que está sob o guarda-chuva de “sorte no jogo, já no amor…”. É uma pena para a vida dele, pois todo mundo merece ter um relacionamento para chamar de seu e sentir-se completo com ele.

Por outro lado, quando ele fica solteiro, acabam saindo letras surpreendentes. Que é o caso do último disco, The Search for Everything. Sinto nele a mesma vibe do “Continuum” [inclusive por conexões entre algumas das canções dos albuns], mas com o upgrade da maturidade e do equilibiro como profissional que é. A virtuosidade de guitarrista está deliciosamente embalada em todas as músicas. E a capacidade artistica é desenhada em cada faixa. Vide “Helpless”, música pra qual olho e ouço, e tenho certeza que se voltasse no tempo em 40 anos, encontraria o Clapton arrebentando com algo do tipo.

Mesmo com uma veia bem mais comercial se comparado com os outros discos, também conta com o refino de quem alcança um nível de sucesso no qual pode experimentar o que quiser e colocar no mercado sem medo de ser feliz.

 

Tony S2 John Mayer

É um cantor que entrou nas minhas playlists e nunca mais saiu. Embala um dos posts de amor mais caprichados que já escrevi. Embalou centenas de idas e vindas ao trabalho. Foi meu refúgio quando sentir amor fez mais doer que sorrir. É pra onde corro quando preciso resgatar alguma lembrança do que deixei a mente guardar, de 12 anos pra cá. É junto com Justin Timberlake e Alicia Keys, um dos meus crushs musicais. É um dos que me ajuda a manter o resto sendo sempre só o resto :)

 

Com tanta música, nem precisa mais, né? Mas, tem mais aqui.

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