Agora é a vez delas!

Escrevi sobre as bandas de meninos aqui. A dinâmica é parecida: desde o final dos anos 30 temos pelo menos um expoente das girlbands/girlgroups empilhando recordes [e dinheiro], bem como estes grupos nos apresentaram interpretes geniais, pra dizer o mínimo.

 

Além de ser a base de pop music como entendemos hoje, os albuns deste estilo também procuravam:

  • Mostrar a força e a autonomia das mulheres;
  • A capacidade de amar, mas não ser submissa ao homem;
  • O posicionamento mais que sexual: humano, que prescinde igualdade e respeito;
  • Algumas vezes de maneira consciente, e outras, inconscientemente, venderam mais a sexualização do corpo do que a naturalidade da mulher em ser plena, embora seja algo que também existiu / existe entre as músicas das boybands;
  • Inúmeras respostas à musicas sexistas e/ou “versão inversa” de declarações feitas em musicas “do homem para a mulher”.
  • E, obviamente, letras de “pop pelo pop”, claramente comerciais [de harmonia simples e de versos / vocábulos repetitivos] para grudar.

 

Vem comigo e curta esta jornada espetacular por um dos gêneros mais incríveis dos ultimos seculos!

 

Anos 30/40 – A história nasce com The Andrew Sisters e o “lado branco” dos Girlgroups

 

 

 

 

Anos 50/60 – A história é dividida em antes e depois de The Primettes (que depois viraria The Supremes)

 

 

Anos 60 – One hit wonder de “The Ronettes”

 

E também de “the Marvelettes” (uma música que quem gosta de música conhece nessa versão, mas sabe qual é a original)

 

 

Anos 70 – Ainda dominado pelas Supremes, temos uma pitada de rock com “The Runaways”, o que podemos chamar de uma genuina girlband…

 

… e outra porrada de hits, graças à disco music:

 

Anos 70 – Nosso primeiro [extremamente famoso] girlgroup Brasileiro: As Frenéticas

 

Anos 80 – Aquela queda natural no sucesso das bandas, pois outros estilos entraram em voga, e uma porrada de vozes femininas foram fazer sucesso individualmente.

 

Mas há o que lembrar entre as girlbands and girlgroups. Uma das mais expressivas é a britanica Bananarama:

 

 

 

Nos istaites, Sister Sledge segurou a barra [e empilhou hits], junto com alguns “hit wonders”…

 

 

 

Anos 80 – No Brasil, enfim, temos as Paquitas

 

 

Anos 90 – R&B e Rap vem pra linha de frente, funde-se com o pop e iniciamos uma era de “antes e depois de”, começando com TLC…

 

 

 

… Passando por Spice Girls…

 

… e fechando nas Destiny´s Child.

 

 

No meio disso, o booom de bandas femininas em todos os locais. E, como sempre, o lado asiático da musica é um universo a parte, pois eles são mais especialistas que o lado ocidental do globo em fabricar grupos com este estilo.

 

No Brasil, emplacamos no axé, com “As Meninas” [one hit wonder]…

 

 

E entramos nos anos 2000 com pop, no que podemos considerar o maior girl group brasileiro [e com uma das músicas MAIS GRUDENTAS dos últimos 20 anos], Rouge:

 

Fora, o TLC teve muitos problemas com a instabilidade das meninas, e com a relação comercial em si. Foram sacudidas pelo falecimento de uma das meninas do trio… Já Spice Girls e Destiny´s Child mantiveram o topo pra si até 2000-2004, quando as carreiras solo começaram a vingar e outros projetos entraram na fila.

 

 

 

Pussycat Dolls, o último suspiro dos anos 2000 com girlbands…

… e o primeiro que botou à frente da música, a sensualidade. Tipo aqui.

 

E ai, nos anos 10, as primeiras das eras das mídias sociais: 5H e LM.

Formadas a partir dos reality shows musicais, Fifth Harmony e Little Mix revitalizam o estilo e, ao que tudo indica, reiniciam o ciclo dos grupos épicos que futuramente nos entregam grandes interpretes solo.

 

 

A principal diferença que enxergo em relação as formações dos anos 80-90 é que mesmo com a questão de “beleza em primeiro lugar”, são formações com cantoras niveladas para cima, todas podem lançar discos solo e render. Exatamente como os meninos do One Direction fizeram. As 100 melhores músicas do genero estão aqui.

 

sem música! Você conhece os demais posts desta série clicando aqui.

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