Boybands! Por mais esquisito e ruim de tradução que seja este termo, o estilo musical é um dos mais divertidos do cenário.

Além de fazer parte da construção de identidade para a maior parte dos seus consumidores [adolescentes], marca gerações com um grupamento de músicas que costumam abordar os seguintes temas:

  • Alegria de estar entre amigos;
  • Declaração romântica;
  • Declaração de troca [eu te amo mas ou não podemos ficar juntos, ou não te quero mais, pode ir ficar com o outro];
  • Celebração da jornada [essa, nem sempre traduzida em letras, mas claramente utilizada nos videoclipes];
  • O “pop pelo pop”, uma música claramente comercial [de harmonia simples e de versos / vocábulos repetitivos] para grudar.

Tem quem jure de pé junto que elas existem desde o final dos anos 80 e os anos 90. Mas, desde o final dos anos 50, só não tivemos um “grupo estelar” no começo da década de 70 [ainda dominada pelos grupos anteriores]. Seus verdadeiros pais são os grupos a capella do século 19. Vamos viajar?

 

Anos 50 – O nascimento do modelo boybands com Ink Spots

 

Anos 60 – Jackson´s Five

e a base de tudo que foi feito nos anos 90 [inclusive a saída da voz principal para uma carreira solo, hehe]

 

Anos 60 – Temptations e “chega de tocar, a gente só canta” [e muito]

 

Anos 70 – Não se reprima, não se reprima,

não se reprima, nanananananna [que não é a música mais famosa do Menudo no resto do mundo! E essa musica que citei já é anos 80]

 

Anos 70 – Village People poderia ser chamada de boyband? Ou rola um leve preconceito?

 

Anos 80 – uhhhh babyyyyy para New Kids on the Block

e o contraponto [estético, racial e social] ao rap e funk ganha suas vozes e faces, que estavam lá escondidinhas no rock e no grunge.

 

Anos 80 – O Brasil faz o seu primeiro ctrl+v [de sucesso] com o Polegar

 

Final dos anos 80 – Mas entre os afro-americanos [lembre da origem nas igrejas gospel]

também tinham as boybands, com destaque para Boys II Men, que é muito, muito bom…

 

Anos 90 – O sucesso vira febre com os Backstreet Boys

 

Anos 90 – Na inglaterra, Take That.

 

Anos 90 – Nos EUA, e dos mesmos empresários do Backstreet Boys, NSync

[e, não, não é coincidencia que a música abaixo seja RIDICULAMENTE parecida com outra dos BSB]. E “as definições de coreografias de boybands foram atualizadas”, se o Avast já existisse naquela época.

 

Anos 2000

Até o final da primeira metade da década, auge financeiro e “mudança” de escolhas musicais para a geração adolescente em questão.

Mas, a mesma dinâmica que expliquei ao falar de pagode: parte do publico envelhece e perde o interesse; outra parte que está no tempo de consumir, já vem com a mentalidade focada em outros estilos musicais, justamente por não se identificar com o que os irmãos e vizinhos mais velhos gostam, a principio.

E a galera começa a tentar carreira solo… a unica região que “não se afetou” com isso foi a Ásia, que tem todo um capitulo a parte sobre boybands e k-pop.

Os grandes expoentes americanos (BSB e NSYNC)

 

Tivemos mais duas boybands no Brasil que emplacaram seus sucessos também: KLB e Broz

 

E o genero não morreu. Todas essas bandas citadas, em algum momento dos últimos 10 anos, fizeram alguma reunião ou lançaram albuns de coletaneas e/ou dos principais sucessos. A mais bem sucedida de todas [as antigas] segue sendo o BSB, que fechou contratos de shows em las vegas e segue fazendo [bastante] dinheiro. No final da década, ainda teve o Jonas Brothers, que foi um sucesso mais norte-americano que global.

Mas os ultimos anos não passaram batidos… graças ao furacão chamado One Direction.

 

Os meninos não apenas souberam capitalizar tudo de melhor que as decadas anteriores ensinaram, como foram a primeira “boyband da era das mídias sociais”, pulverizando todos os recordes relacionados a views, seguidores, vendas de lançamento e lucratividade em turnê que existiam até aqui, no segmento. Numa escala beeeeem menor, tivemos no Brasil o Restart [que fica ali na curva entre boyband e pop rock, chamado de happy rock].

Eu, que envelheci entre durante os anos 2000, ao ver o que o 1D faz, fiquei feliz pois a personificação que estes tipos de grupo abordam considero muito bacana, para aquela formação de “cola social” que existe durante a adolescência.

Idolos em posições tão altas, se de alguma forma criam “janelas impossiveis” que futuramente tornam-se frustração, por outro lado fazem com que a galerinha encontre mais pontos em comum não apenas com o que há online.

Lembrando que aqui é só o lado “boy” das bands… também tivemos os girl groups. Que é papo para ooooutro dia…

sem música! Você conhece os demais posts desta série clicando aqui.

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