o que eu ouvi em 2013.

Apesar de continuar ouvindo de tudo um pouco, tenho um padrão musical um pouco óbvio: Justin Timberlake, John Mayer, Jason Mraz, Alicia Keys, uma ou duas novidades (como Bruno Mars), e os 1001 discos para ouvir antes de morrer. Nestes, terminei a década de 70 e estou no começo da década de 80, com leves surpresas, encontrando boa parte dos riffs de rocks nacionais de sucesso absoluto. Mas deixamos a década mais revolucionária do século 20 para outra oportunidade. Vamos à audição padrão:

Justin com o The 20/20 Experience (em duas partes – ouça aqui) fincou o outro pé no principado do Pop. A geração que não pegou o Michael Jackson em seu auge pode ficar deslumbrada com este guri, que desde muito cedo dos seus 30 e poucos anos está “na pista”, cantando, dançando, produzindo, atuando, e casando bem. Este álbum traz a velha forma do pop com o que o pop faz de melhor: reciclar conceitos. Merece todo o sucesso que faz, já que é um hitmaker “histórico”.

John Mayer segue numa pegada incrível. É a personificação maior do “violeiro lindão” que atravessa as gerações musicais, e mais um pouco: o guitarrista mais completo que tem pra hoje. Ele se destaca por manter-se autoral, maturando disco a disco seu jeito de compor e, principalmente, de falar sobre sentimentos. Waitin´on the day, do disco Paradise Valley (aqui), é um capricho só.

Já o Jason Mraz tem uma “ligação de destino” com minhas audições. Comecei a ouvi-lo num momento onde os sentimentos eram confusos, eu estava em transição¹, e a mensagem que ele traz em suas músicas esquenta até o coração mais desamparado, como estava à época. Nesse ano meus sentimentos foram expostos ao combate, mas não tanto pelas circunstancias amorosas. O disco Love is a Four Letter Word (aqui, de 2012) voltou para os players e quando parei para prestar atenção letra a letra, foi como um abraço bom e uma indireta consciente: vai na fé que o caminho tá certinho, meu bom.

Bruno Mars tem utilizado como ninguém o resgate das décadas de 80 e 90, com um pop loco de grudento (e de bom). Não bastasse isso, é uma surpresa excelente, pois faltava uma voz singular como a dele. Unorthodox Jukebox (aqui) é um dos melhores discos de pop dos últimos anos.  Já sobre Alicia Keys nem vou muito além, pois fiz um no play de cá só pra ela :)… Girl on Fire (aqui), não se arrisca, é a moça sendo o melhor dela mesma.

Outros álbuns que não são necessariamente deste ano:

[]  E precisa mais hoje?. Para ouvir + no play de cá, siga por aqui :)

¹ o término de um relacionamento sempre dói, mas aquele me machucou demais, o suficiente para ineditamente querer a pessoa ausente da minha vida; ferida que só fechou pra valer ano depois, apesar da indissociável e constante (boa, diga-se!) lembrança ;], como ilustrei aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *