Nós vamos ficando sérios com as coisas, e esquecemos. Que a vida é boa, mas não é obrigada a sê-lo todos os dias. E nos dias em que não é, não quer dizer que é tão ruim assim. No alto da nossa seriedade valorizamos o que é ruim e passamos a correr atrás de um sem número de coisas – possivelmente a maioria desnecessárias – pra voltar a dizer que a vida é boa, de segredos a outras naturezas de auto ajuda comerciais e/ou religiosas (tempos modernos onde religião e comércio são amigos mais íntimos que outrora…). Boa ou ruim, então tão, não passa a ser uma questão de escolha? Talvez sempre seja e optamos que escolham por nós, “afinal isso é serio demais pra mim”.

Nós vamos ficando sérios com as coisas, e esquecemos. Que profissão, trabalho, emprego, e carreira são 4 coisas que podem ser completamente distintas, mas se tratarmos como uma só, a possibilidade de achar q a vida é ruim por causa delas cresce muito. E quando as 4 coisas convergem para uma situação positiva, esquecemos de colocar nossa seriedade em jogo pra nos avisar que, nos momentos ruins, ou você age pra melhorar o que está sob sua responsabilidade, ou aguarda pela resolução daquilo que você não tem autonomia pra realizar. Separa a parte profissional da vida naquelas 4 partes, e perceba que, salvo algum erro em alguma destas escolhas, a vida pode até ser séria, mas não é tão ruim assim.

Nós vamos ficando sérios com as coisas, e esquecemos. Que um bom relacionamento é construído por duas pessoas, que acima de qualquer interesse “do mundo” travestido de meta egocêntrica, colocam o projeto de dividir, com amor, a sua vida com outra vida, enquanto fizer sentido ou surgirem mais vidas dentro destas, o que acontecer primeiro. No alto da nossa seridade, costumamos passar pra frente a responsa de torná-lo a completude de nossas vidas, deixando pro outro a missão de ser o salvador / reconstrutor do coração alheio. Se estivermos sérios com a ideia de ser um inteiro pra ser metade, quem sabe não encontramos uma metade inteira e mais um pouco?

E vamos ficando sérios com as coisas, e esquecemos. Que muito do que somos, fazemos, e almejamos está sob nossa total responsabilidade. E se no alto da nossa seriedade considerarmos que o resto é só o resto, ficamos mais próximos de realizar aquilo que merecemos.

[] Sem música! 

4 thoughts on “Não precisa ser sério demais.

  1. Tony, tenho me políciado para ser mais relax e menos séria. Vida, trabalho, relacionamentos podem ser bons ou ruins, podem melhorar ou continuar do jeito que desejamos. Viver um dia de cada vez é um desafio que nem todos estão dispostos a encarar. Vivemos presos ao passado e ansiosos quanto ao futuro. E insatisfeitos com o presente. Coisas do ser humano.
    Abraço, garoto

  2. bom, acho que me perdi no seu texto. tentei achar o sentido dele. mas parece que você divaga~. e, enfim, vou trazer o meu sentido para ele, ok? olha, eu acredito que ~no geral~ as pessoas se preocupam demais. elas correm atrás da felicidade como se fosse meta a ser alcançada no final do ano. e não é. felicidade é consequência. são momentos. ninguém vai estar feliz o tempo inteiro. quanto mais rápido todos se derem conta de que não precisam estar constantemente em busca da felicidade, melhor. ainda creio que deixar as coisas acontecerem sem se preocupar é a solução.

  3. Oi, Tony!
    Acho que a culpa é do medo. Medo de se entregar, de cair de sola em um sonho, de errar, de não ser correspondido… Vestimos a capa da superproteção e ao mesmo tempo ansiamos por liberdade. O ser humano é doido! :D
    Beijus,

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