Uma das coisas mais fantásticas da sociabilidade é a chance de conviver com múltiplas personalidades: gente nova, gente idosa [não apenas na idade], gente boa, má, sincera, introspectiva, fechada de verdade, teatralmente carente, entre muitas outras personagens que poderia descrever aqui. Creio que depois das afinidades, a maturidade é o principal elo de união entre nós. Não a toa, um dos mais difíceis de perceber, conquistar, e viver em plenitude.

Fonte: http://simpledesktops.com/

Quem sou eu, aqui do alto dos meus quase 25 anos, pra falar sobre como cada um pode ou deve viver a sua vida, né? Só posso compartilhar sobre aquilo que vivo, e vivi, moldando sob estas duas coisas o que almejo viver. E aqui, segundo a vida, maturidade, mais que um repertório de boas histórias, ouvidos grandes e pacientes, e um espírito aparentemente desencanado por completo de muitas coisas “pequenas” da vida, é o estado de quem aceita suas perfeições e imperfeições, e busca em cada dia viver e conviver com elas, lapidando aquilo que pode ser algo mais e desapegando do que não faz bem.

É ter a consciência tranquila de que a busca pelo equilibrio é uma missão particular, por mais que nossos pais, colegas e irmãos, amigos e amores, sugiram que possa ser dividida de alguma forma. Equilibro este que pode traduzir-se num estilo de vida, na busca de um vazio que é preenchido em pequenas doses [dinheiro pelo dinheiro, p. ex., fama pela adoração à distancia, reconhecimento sem veracidade, etc.]. É ter a timidez de não deixar ninguém se apropriar de ti enquanto não sentir-se inteiro, e a coragem de acompanhar alguém quando sentir-se daquela forma.

É ter a liberdade de errar, a teimosia em errar mais vezes com as mesmas coisas, e a pureza de achar que sempre estamos certos: não há melhor forma de acumularmos aprendizados para o repertório da nossa vida (até se isso significar / resultar [n]uma absoluta ignorância). É viver sem ter vergonha de ser quem se é, com todas as dores e delícias, com tudo que os outros dizem de bom e ruim sobre você, e principalmente sobre o que pensam e sequer verbalizam. É não ter medo de mudar, para manter-se exatamente quem se é, em essência, e não um mero rascunho de uma possibilidade construída durante a ideia de alguém ou os conceitos que nos moldam e nos limitam. Afinal, maturidade também é conhecer-se bem para daí sim, viver a sua vida e, quem sabe, servir de exemplo. Ou buscá-los de forma sensata. Pra viver a sua vida por completo, consciente das responsabilidades que são suas e desapegado daquilo que não pode, não deve, e não gostaria de querer mudar. Pra manter o resto sendo só o resto.

[♫] “Consegui meu equilibro cortejando a insanidade…” – Serenissima, Legião Urbana.

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2 thoughts on “Maturidade, segundo a vida.

  1. Uauuuuuuuuuu! Rapaz adorei esse teu post! E algo que você escreveu sobre buscar o nosso equilibrio depender de nós mesmos… Corretissimo! O único problema é que são tantas adversidades que vivemos diariamente que as vezes isso se torna um caminho tortuoso… Mas espero que todos nós um dia possamos realmente achar o nosso equilibrio e aprender cada vez com os nossos erros e dos outros também.

    Bom domingo ^^

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