Aumentou sensivelmente a participação de casais homossexuais nos produtos de entretenimento (novelas e minisséries, mais o reality show) da TV Globo [fora as series e alguns programas gringos], bem como temos inúmeros artistas, personalidades, músicos [e seus clipes], de todos os países, revelando esta escolha de vida / opção sexual diante dos olhos de todos em Full HD. O que eu acho disso? Acho excelente.

ch2

Não é porque não sou homossexual que não preciso entender as escolhas, os estilos de vida, os dramas e alegrias destas pessoas, que NÃO TEM ABSOLUTAMENTE NADA DIFERENTE DE MIM. Pelo contrário: quanto mais soubermos sobre o que faz o “mundo” destas pessoas ser como é [e não há nenhum generalismo ou proposta de preconceito aqui, que fique bem claro], melhor conseguiremos respeitar [e no caso dos mais radicais, aceitar tolerar com sensatez] tudo isso. É uma realidade da qual não existe necessidade alguma de fugir, e que sempre esteve em nossa sociedade, antes mesmo de existir este termo.

Faz muito mais sentido tratar o tema como algo natural e humano do que sustentar um tabu arcaico, motivado pela cultura [em evolução] religiosa [as religiões não são preconceituosas; as pessoas é que são!] e social, que numa mão fala de amor, cristianismo, capacidade de observar a todos de maneira igual e com humanidade, mas na outra rechaça, discrimina, separa, profetiza e torna violenta a relação entre quem possui um relacionamento entre o mesmo sexo e quem não tem.

Embora esta mesma “super exposição” tenha causado certo desespero entre os mais radicais, por considerarem que isso influenciaria ao natural o aumento de relações entre o mesmo sexo, acredito que não é ela a responsável por esta evolução da nossa cultura, não possui um peso de influência tão grande assim. Se existir a necessidade de escolher um culpado, diria que é a liberalidade das gerações nascidas e criadas por pais “extremos demais” que foram para o lado oposto, criando um “mito” de que pode tudo e vale tudo, sem o peso exato da responsabilidade e das consequências acerca de qualquer escolha que se faça. Peguei um tema mais espinhoso, mas poderia falar sobre violência, sobre a educação formal [que não é a instrução escolar e acadêmica] pra falar que os pais de hoje [os da minha geração] são muito mais frouxos que os meus pais e os pais dos meus pais, transferindo em demasia a responsabilidade sobre a construção da vida de seus filhos para a sociedade e o mundo. E num mundo onde a gente pode tudo, só não pode perder a nossa essência, como não seria natural que pessoas do mesmo sexo tivessem relações ainda mais próximas que a amizade? Famílias baseadas nos conceitos [ditos] tradicionais arrepiam-se, rogam pragas contra os amiguinhos dos filhos, se desesperam, mas não educam os seus para que respeitem ao próximo como gostariam de ser respeitados e aceitem as escolhas de cada um, sem permitir-se ou oferecer-se ao exagero.

Estamos construindo um meio termo, e mesmo com eventuais “influenciadores”, continua não existindo motivo algum para não respeitar o próximo como gostaríamos de ser respeitados, deixando-os a vontade para viver a vida como bem entenderem, sem trazer qualquer prejuízo social a qualquer das partes.

ch1

Só seremos capazes de construir uma sociedade mais respeitosa e igualitária quando retirarmos o maior número de monstros possíveis dos armários dos nossos pensamentos. O que tem de tão errado na homossexualidade, afinal? É uma realidade atualizada, com a qual a maneira mais sensata de lidar é a partir da maior quantidade possível de informações, em prol do exercício do respeito absoluto, tanto de quem é a favor quanto de quem é contra. Quando a mídia compra esta briga e facilita o entendimento de que este tipo de relação humana é natural [embora muitas religiões e culturas imponham que não seja, e nada contra isso, afinal também é uma coisa natural não gostar do todo da homossexualidade. Errado é tentar fazer desta opinião a única, e fazer a imposição da mesma a partir de todas as formas de preconceito e violência], dá pra sentir que estamos mais próximos de tratar a homossexualidade com a mesma naturalidade do resto, que é só o resto.

[♫] Cause I’m having a good time having a good time

I’m a shooting star leaping through the sky

Like a tiger defying the laws of gravity

I’m a racing car passing by like Lady Godiva

I’m gonna go go go” / don´t stop me now, queen.

2 thoughts on “homossexualidade na tv.

  1. Oi, Tony!
    Acho que estou no meio de gerações intermediárias, pois vejo pessoas mais velhas e preconceituosas, assim como vejo os jovens mais resolvidos e pensando de forma igualitária sobre o assunto.
    Ao contrário de você, acho que as religiões são preconceituosas, pois se fosse o contrário, seria permitido a celebração da união dos casais homossexuais.
    O problema dos mais velhos é que eles sexualizam demais as relações até pelo modelo machista que a sociedade tinha no passado. Um ranço que ainda impregna a alma de muitas pessoas e também de muitas mulheres.
    Já os mais jovens são mais abertos e não somente o homossexualismo deixou de ser tabu, como o bissexualismo. Noutro dia, uma amiga que sempre namorou homens, veio com a notícia de que estava interessada em uma menina. Só pedi para ela tomar cuidado e prestar atenção se não estava apenas sendo influenciada pela mídia.
    As pessoas devem estar abertas as novas experiências, mas não acho que alguém de uma hora para outra “vira” homossexual. A pessoa já nasce com a alma de homem ou de mulher e às vezes, sem definição ou sem a necessidade de escolha.
    Aliás, o sexo tem perdido posto nas relações. Algumas até se tornaram assexuadas, como escolha de ambos os parceiros e cresce cada vez mais essa modalidade de relacionamento. Os assexuados preferem a vida a dois com mais carinho e menos sexo.
    Beijus,

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *