Faço hoje quase 30 (29), e sigo despreocupado com o crescer dos números. A vida não é assim: vem um, vem outro, depois mais um, até parar na contagem que a gente merece? Sem sofrimento, de minha parte ;)…

Costumo olhar para minha vida em ciclos de 5 anos, e essa é outra repetição expressiva deste blog. E dizia que…

Apesar de todo o cansaço, das noites pouco dormidas, da diferença oferecida no ambiente de trabalho [que está resultando numa “promoção”], na diferença nítida entre querer apenas estudar um assunto e profissionalizar-se nele, há um sorriso. O sorriso de quem escolheu algumas coisas para sua vida e vem cumprindo, uma a uma. O sorriso de quem as vezes não acredita no quanto consegue ser paciente, em todos os sentidos do termo. O sorriso de quem dorme tranqüilo, pq é sincero na vida, com a vida, e seus adendos. O sorriso de quem dribla a ansiedade alheia, as dificuldades alheias, a capacidade alheia de me magoar, com a certeza de que por mais que eu queira algo lá na frente, só chego se der um passo de cada vez. O sorriso de quem não sabe o que vai encontrar no caminho no qual colocou estes pés, fisicamente em inicio de envelhecimento, mas mentalmente infantis, muito infantis… mas vai caminhar, correr quando preciso, descansar quando preciso, e aprender, precisando ou não. Querendo ou não.

E justamente por ser um ciclo, vejo que poderia repetir boa parte das coisas. A economia virou e estou trabalhando o suficiente para só não ter a parte do retorno financeiro, pois o desgaste das noites pouco ou nada dormidas e de um ambiente de trabalho em “evolução” estão aqui. Sigo entretido com minhas escolhas, com a essencial diferença de que, naquela época, eu sempre separava “missões e projetos” para o ano, e hoje penso e me organizo de um jeito mais [olha aí!] cíclico. Tenho uma escolha essencial, e dela, vou direcionando coisas menores para dias, semanas, meses, anos. Depois daquela fase de energia baixa no ano passado, tenho conseguido me sentir melhor. E me sinto num processo de evolução mais sensato também. Não essa terrena, humana, egoísta de ser ou parecer. Mas de aprender e aceitar as coisas da vida; de lidar com as circunstancias e com o tempo sem dar tamanhos desproporcionais, e, aos poucos, me desapegar dos defeitos que carregamos e que podemos converter em prol de nos sentirmos cada vez melhores.

quase30

Por isso também, sigo sem me  importar com a idade que carrego. É apenas a soma do meu tempo de vida. Me incomoda mais pensar que daqui a pouco posso virar daqueles do chavão “no meu tempo é que era melhor”, o que sempre achei bizarro quando muleque e sigo achando agora. Outra coisa que ando sempre atento é a distorção da realidade que o tempo também causa, tornando certos eventos muito piores ou muito melhores do que realmente foram. O blog tá aqui para ser a colcha de retalhos da minha memória, e fazer com que as coisas sigam com o tamanho que tem. Quando o coração aperta ou quando alguma determinada lembrança me traz um sorriso que ando usando pouco, volto aqui e no arquivo para ver se era assim mesmo. Por enquanto, está sendo… e segue fazendo com o que todo o resto seja o resto =)

[♫] “Water for your soul”, Album da Joss Stone.

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