O terço final do ano tem um sabor diferente pra mim, e olha que eu já perdi a gana de ter expectativa pela vinda ou partida das coisas. É a reta final de 2 anos de trabalho sem férias [com o último semestre mais difícil de toda a carreira profissional], é a proximidade da festa de casamento, é a mudança de pensamento – e praticamente, de projeto – em todas as outras coisas importantes da minha vida.

O casamento deveria estar me deixando com siricoticos de nervosismo. Não está porque não é no 3º sábado de novembro deste ano que a minha vida muda como se num passe de mágica. Mudou quando eu disse sim. Mudou quando pedi a confirmação deste sim. E vem mudando desde que apresentei pra Carol um plano de como fazer isso dar certo, e deu. Mudou quando a gente deixou de ter um relacionamento para passar a construir uma vida. E está pronto pra acontecer. Uma festa que celebra cinco anos da nossa história, que simboliza aos que amamos que estamos exercendo uma escolha que já é vivida há um pouco mais de tempo. Por isso a tranquilidade quem fez a hora e está no aguardo de ver acontecer. A tradição e o “mundo” pedem outro tipo de postura e reação, mas é uma autenticidade da qual não é nem questão de abrir mão, apenas não me é natural. A noiva certamente ficará está nervosa por nós dois ;).

Sempre escrevi muito sobre dar um passo a frente, a evolução constante, a capacidade de desapegar-se e tornar a vida o mais simples possível. Continuo acreditando em tudo isso e buscando ao máximo a excelência [e não a falaciosa, utópica, inalcançável e triste perfeição]. Nisso o ano foi muito bom. A queda de energia relatada durante os últimos meses tem relação com o ápice (atual) da coragem e do otimismo, que resultam em outra coisa [que também teve espaço no blog]: a falta de fé. Não nas ideias e projetos, não nos planos, sonhos e ideais, e na certeza da capacidade de realizar tudo aquilo que realmente desejarmos, uma vez que é a assumpção de uma coisa perante outra, com a o arco natural das consequências.

A falta de fé é nas pessoas, que enxergam naqueles que se adaptam, a oportunidade para extrair tudo que ela tem, e depois, simplesmente dispensar. Nas pessoas que do alto de seus egoísmos, sugam nossas energias e querem sempre mais. Nas pessoas que não se doam. Que só querem. Que se depreciam. Que tentam nos depreciar… e isso acaba minando a força pra “ir lá e fazer”. Um filme que vi na vida dos meus pais, que arranjaram um sem número de muletas para não serem mais do que foram. Um filme que não vou assumir a personagem principal e não vou repetir. Não apenas por vontade, mas por que a vida é a minha, não tenho que repetir os acertos e erros de ninguém. Tenho que trilhar a minha história e fazer acontecer, colhendo todo o plantio diário e deixando que o resto seja apenas o resto.

 [] sem música!

2 thoughts on “em fim, 2015.

  1. O individualismo é a nota de destaque dos novos tempos. Ninguém tem compromisso com nada . A menos que interesses estejam na mira. Fora isso, prepare-se para as surpresas dentro de casa.

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