A vida é off-line. Cultivamos laços reais por meios virtuais, e investimos muito tempo em laços virtuais com sentimentos reais. “Precisamos” do último smartphone. “Precisamos” ter um tablet. “Precisamos” daquele ultimo episódio daquela série hoje, agora, legendado, pronto, na mão. Já! Já mermo? É nada.

Optamos cada dia mais nos tornar reféns da tecnologia por inercia e pela cultura da fuga. O trabalho é ruim, o relacionamento é marromeno, ficar sozinho é mais marromeno ainda. Bora pra internet. Não faço mais nada da vida a não ser trabalhar ou estudar, fui morar sozinho porque a vida em casa era mais dura ainda? Bora pra internet. Pra que encarar, se é tão mais simples fugir, não é?

Aproveitemos a tecnologia para o que ela nos proporciona de melhor: aquele livro que de obriga a usar uma mochila, agora vai no bolso. Aquele clipe antigo, uma memoria outrora borrada, agora em repeat no site de vídeos. Aquelas tarefas nunca cumpridas, agora numa listinha com lembretes, diante dos olhos. Monitor cardíaco a partir do toque. Aquela conta que parecia impossível, feita em alguns cliques. Encontrar a melhor rota. Para encontrar ou para se perder? Para ir para algum lugar, ou para continuar fugindo? Para fazer o resto ser só o resto!

[] Sem música! 

2 thoughts on “Driblando o vício da fuga, ou como ficar menos na internet.

  1. Tem os dois lados da moeda, Tomy. Ficar muito tempo na internet e não aproveitar a vida lá fora não é bom. Há meio-termo pra isso? Sim. Só que poucas pessoas usam. Eu preciso da internet para me comunicar com pessoas queridas, então ela é fundamental pra mim. Se tornou um instrumento muito útil. Sem falar nas outras coisas legais que ela proporciona [conheci muitos cantores e bandas navegando]. Se alguém passa tempo online, e acha que deveria se concentrar em coisas mais produtivas, vá em frente – fazer algo com certa culpa não é bom [nunca é]. u.u

  2. Sem música? Eita…
    Realmente, parece que as pessoas pensam que têm todo o tempo do mundo para gastar com besteiras online. Um tempo que passa rápido quando você está conectado! Principalmente a noite quando deveríamos estar dormindo, para acordar dispostos no dia seguinte e dar aquela corrida básica em volta do parque antes de ir para o trabalho!
    Por outro lado, seria uma maravilha se o mundo não estivesse escravizado pela burocracia e por boletos de pagamento. Gasta-se muitas horas em filas de banco e poderíamos fazer dali uma rede social :D Achamos mais estranho conversar com estranhos na rua do que com estranhos no virtual, como se o virtual nos protegesse…
    Ninguém quer ir morar no meio do mato :D
    Beijus,

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