este blog ficou três semanas sem atualizações. Por quê? A vida – que é offline – pediu, e fomos lá nos dedicar a uma pequena reestruturação no meu local de trabalho. A equipe inteira resolveu sair e fiquei, além de com o constante desespero da patronagem esperando que eu também saísse, com os clientes todos para atender. Tragédia? Só para fracos… em tudo há uma oportunidade. A minha foi de dar uma (sobre)vida para meu local de trabalho, diante de novas perspectivas e possibilidades nem tão novas assim.

Veio muito bem a calhar com um ponto de virada que eu tinha estabelecido para a minha carreira antes mesmo de saber que aconteceria o que aconteceu, e como aconteceu, desde este fato e tudo o mais que estes 5 anos tiveram.

O ponto de virada em si não aconteceu, pelo contrário. Mas quem disse que o lugar onde nós queremos estar é o melhor lugar onde precisamos estar para aprender de verdade com a vida que levamos?

Foi legal para tomar mais responsabilidades sem medo algum, ou saber que tamanho os monstros realmente têm quando são olhados nos olhos, de pertinho, com o calor da baforada lavando sua fuça. É legal para o que eu estabeleci como projeto profissional para os próximos 5, misturando-se aos demais projetos da vida, que não chegam a ser muitos, contudo são grandes, bem grandes.

Além disso, há muito tempo, com especial afinco nestas três semanas, venho pensando na maneira como a nossa vida é cíclica, como precisamos nos repetir em certas posturas, conteúdos e atitudes para nos fazer entender, e para aprender a entender aos outros. Isso prescinde de muita cabeça aberta, o que particularmente me surpreende até agora, diante dos dias que se passaram nos últimos meses. Foi um período onde lembrei ainda mais do meu pai, não pela boba e fútil saudade em si, mas de tudo que conversamos e que ele me ensinou com palavras para não deixar as pancadas da vida nos derrubar “de graça”. O que só aumenta a gratidão de ter passado por uma pessoa como ele, nesta jornada. Certamente não aprendi como ele queria que eu tivesse aprendido, mas o fiz como podia. E com o que posso a partir disso, continuo com o que escrevi há alguns posts atrás: só o céu é o limite, para o bem ou para o mal :)… e o resto, aaah como é só o resto!

[] Sem música!

 

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