Relacionamentos onde as pessoas têm harmonia duram um tempo. Naqueles onde as pessoas dedicam-se umas as outras, são “eternos”. Batemos muita cabeça em nossos relacionamentos por sermos moldados numa cultura egoísta, onde não precisamos crescer e amadurecer na vida: queremos versões atualizadas de pais e mães que cheguem e transformem nossas vidas, como bastiões sagrados do poder do amor, que magicamente farão com que nos tornemos pessoas melhores, até porque elas foram completamente moldadas aos nossos desejos e vontades. Que bobagem, não?

certerrado

A responsabilidade por sermos pessoas melhores é absolutamente nossa. Costumamos nos esconder em nossas falhas, em nosso passado, e em nossos modos para dizer (incoerência numero um) que “sou assim e ninguém vai me mudar”, e quando num relacionamento dizer ou escrever que “me tornei uma pessoa melhor desde que você faz parte da minha história” (incoerência 2). E depois, somente depois que aprendemos a ser pessoas melhores para nós mesmos, alcançamos um ponto de maturidade razoável para distinguirmos egoísmo de humanidade e brilha em nossos olhos uma dolorosa verdade: o que fazemos num relacionamento não é para nós, é para o outro. Um brother gringo escreveu sobre isso com primazia, aplicando nos casamentos. Contudo, acredito que é uma questã valida para o relacionamento desde a base dele.

Mas é claro que sempre foi assim rapaz, a responsa em me fazer feliz é do outro!

É mermo? Mas dá pra fazer feliz uma pessoa que não sabe o que lhe traz efetivamente a própria felicidade? O fato de a responsa ser do outro quer dizer que você não precisa fazer absolutamente nada por isso, muito menos fazer também a outra pessoa feliz?

SIM! Epa, pera…

Esperamos muito que o outro venha e resolva a nossa vida, mas não se resolve a vida de pessoas que simplesmente não sabem o que realmente querem dela. Os números “em competição” de casamentos e divórcios estão aí para nos mostrar que não faz sentido trabalhar numa própria evolução para consertar uma coisa quando simplesmente podemos trocar para se encaixar [encaixar o outro…] em algo. Mas se você faz parte da exceção e deseja ter um relacionamento melhor ao invés de partir para um novo relacionamento, fica a minha sugestão:

 dedique-se a quem está – ou você quer que esteja – ao seu lado.

Tenho por dedicação o conceito de “melhorar sempre”. Estar com a cabeça aberta para ouvir da companhia predileta as criticas e sugestões, as cobranças e questionamentos, a fim de entender primeiramente se aquilo são características que prejudicam a sua vida e/ou seu relacionamento, para poder trabalhar na mudança [ou se são apenas frescuras de alguém que, para não mudar, insiste em te mudar]. Dedicar-se é prestar atenção nas necessidades do outro, seus desejos e seu jeito de levar a vida, para que vocês sejam capazes de construir juntos um modelo de vida onde os dois estejam efetivamente satisfeitos, fechando a porta para o clássico dos clássicos nas DR´s: “eu mudei por você e para você, e você nunca faz nada por mim!”. É estar consciente das suas vontades e desejos, para poder expressá-los ao outro sem que ele tenha que adivinhar [as mulheres adoram que os homens coloquem suas bolas de cristal para funcionar] ou tenha que fazer tudo de uma coisa primeiro para depois descobrir que não era bem aquilo que ela queria [os homens são mestres nessa de “não tem aquela comida? Não tinha daquela cor? Mas você não viu isso?”]. Dedicar-se é fazer pelo outro porque você quer ver o outro feliz, e não por estar esperando algo em troca “na mesma moeda”. É transformar o relacionamento num saudável jogo de frescobol onde mais que não deixar a bola cair, queremos que o outro leve uma vida divertida diante de nós, por nós, e ao nosso lado.

Para assim ser inteiro, para ser uma metade inteira de uma história que faça sentido. Para ter uma volta na chave dos relacionamentos dada sem emperrar. Para a porta de uma vida feliz nunca ficar fechada porque somos egoístas demais para ser felizes ao lado de uma pessoa que nos inspira a evoluir, optando por alguém mais comunzinho que nos tolera e constrói uma conveniência ao longo de décadas e mais décadas. Para manter o resto sendo só o resto.

[] “A life perfect ain’t perfect

If you don’t know what the struggles for

Falling down ain’t falling down

If you don’t cry when you hit the floor

It’s called the past ‘cause I’m getting past

And I ain’t nothing like I was before

You oughta see me now”, Lesson Learned, Alicia Keys.

2 thoughts on “Dedicação: uma das chaves dos bons relacionamentos.

  1. Se uma pessoa não tem educação e, com ela, ética e generosidade não adianta ensinar.Por aqui no ES a moda é quando a moça leva o fora, dá piti em público, faz escândalo constrangedor ou quebra o carro do rapaz ou finge agressão e usa a lei maia da penha para prender o cara.Um bando e mulheres equivocadas, grosseiras e profundamente sem vergonha.É geral.

  2. Se uma pessoa não tem educação e, com ela, ética e generosidade não adianta ensinar.Por aqui no ES a moda é quando a moça leva o fora, dá piti em público, faz escândalo constrangedor ou quebra o carro do rapaz ou finge agressão e usa a lei maia da penha para prender o cara.Um bando e mulheres equivocadas, grosseiras e profundamente sem vergonha.É geral.

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