Para assistir

Richard Linklater me deu um presente, numa virada de noite de zero sono e leve frustração. Assistir a trilogia “Antes” (do Amanhecer, 1995; do por do sol, 2004; da meia noite, 2013) foram um pouco mais de 6 horas de um largo sorriso sobre a imprevisibilidade da vida, a sinceridade de um relacionamento e como levar uma vida simples é complicado. Um recorte muito, muito, muito bonito sobre a maneira como um casal pode viver e construir sua vida. Um formato de diálogo de encher o coração. Fotografia e edição de brilhar os olhos, mas nada tão gigantesco para oscar, como ele conseguiu com Boyhood – da infância à juventude. Mais três daqueles filmes que foi legal eu só ter descoberto agora, menos infantil. Se assistisse essa trilogia na adolescência, certamente miraria meu futuro emocional no que acontece ali, modificando os pesos dos valores que [man]tenho na vida. Acredito que justamente por ser um “caminho que teria seguido”, me fez tão feliz. Mas a vida segue imprevisível, e quem sabe o destino não me reserva nada tão singular como ali? Deixemos que a vida diga.

Outra trilogia que assisti foi a Taken (busca implacável). Ação clássica sessão pipoca, com um herói bem singular, se considerarmos que nunca foi o perfil de filmes de ação utilizar (tão bem como aqui, neste caso) personagens centrais mais velhos.

Netflix e Marvel seguem fazendo miséria com a conversão de HQ´s em séries, e Jessica Jones, parte de um pacote de séries, também é de encher os olhos. Enfim uma personagem feminina densa, humana, completa, imperfeita, desrotulável, ganhando vida nas telinhas. Não farei nenhum comentário maior, pois qualquer detalhezinho vira spoiler, neste caso. Pega e vê, só isso que digo.

Para ouvir

“25”, da Adele, é o que faltava de consagração pra essa moça. Que álbum! Minha geração ganhou a sua voz singular, e espero ouvir o “50” dela. A recuperação de um problema grave nas cordas vocais não tirou a essência da grande interprete que ela é. E segue “debulhando” no ao vivo.

Outro álbum bem pop – e, surpreendentemente, bem legal – é o “Purpose”, do Justin Bieber. Não existe mistério: o muleque tá na pista há quase 10 anos (e comercialmente há 7), e a constante prática vai fazendo com que ele evolua musicalmente. Ele vai cavando seu lugar entre os “top pops” e, se não se perder, ainda vai fazer muita coisa boa.

Para ler

Um texto (da sempre excelente) Revista Trip, sobre a lógica estranha da economia e como poderia ser diferente. E pra não dizer que comentei sobre o cenário politico do ano de 2016 (como será que eu vou lembrar disso daqui alguns anos? Como será que a história efetivamente ficará registrada sobre isso?), um pequeno paralelo com algo que aconteceu há não muito tempo: golpe ou não?

[] sem música! Tem mais aqui.

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