Brisa. Qual brisa?

Pernas pra fora, saltando de bermudas, saias, vestidos, shorts, sessões de depilação, academias, leggins, essas delicias, coisas todas, pernas, enormes, fininhas, ou não. Ombros e braços também, aqueles cotovelos tortos, também! Pés [saltões, sandálias, chinelos, saltinhos!], mãos, unhas em dia, cores da moda, cores sem moda, vivas, cabelos soltos, óculos, muitos, de todo tipo, muitos sorrisos, peles bronzeadas, cores de pecados nada proibidos, marquinhas. Por do sol, nascer do sol, uma hora a mais com o sol.

Camisetas, coladas. Camisas, suadas. Elas, eles. Fones de ouvido. Celulares na mão. Desses e outros, tantos, flashes. Jeito quase cansado, esse calor danado, papo de perto, risadas de se escutar longe, meio da calçada, cadeiras de plástico, mesa de madeira, chopp trincando, suco trincando, porção chegando, olha a música lá? Olha!?!? Com doce balanço a caminho do mar, com normal balanço à caminho de casa, com todos os planos de praia / clube em todos os findes, sem planos pra nada, inclusive pra viver. Janelas abertas, mente aberta, sorvete de qualquer jeito, na cama, na rede, com ventilador, no ar[tico] condicionado, sem nada [literalmente, ou não; conforme seu nível de pudor], com tudo, com chuva, com banho da garoa, bom banho na tempestade passageira. Contudo, há quem sofra e chore, há quem reclame e sonhe: “passa logo!”, mas há de se agüentar, há de se viver, pois como folhas secas, congeladas, florescidas ou resplandecentes, é só uma fase, só uma estação.

Deixa a luz entrar, que é verão.

[♫]“mil acasos me levam a você / no mundo concreto ou virtual…” – Mil Acasos, Skank.

4 thoughts on “Conto de estação.

  1. Confesso que não sou muito fã do verão, você bem sabe disso. Porém, um chopp gelado, sorvete, muito suco, e refrigerante (beeeemmmmm ggzeelaaaadooooommm….), andar de sandália e de vestido (de preferência segurando a mão de um certo rapaz…), ficar com o ventilador na cara, e o fato de que (quem é dona de casa concorda comigo) as roupas secam rapidinho no calor, tudo isso é bom demais da conta!

    Adorei, meu poeta!

    =)

    Beijos!

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