Só acredito que tive tempo para escrever este post porque me programei para isso [mas não sinto falta do tempo que postar era ocupação!]. Entre a pilha de livros e revistas que vão acumulando [e olha que eu nem procrastino tanto assim], entre campanhas e comerciais [como este abaixo] que tomam mais do que o horário de trabalho, sem contar o universo da pós-graduação [ao qual logo dedicarei um post todo!], insônias e corridas, bikeadas e busuns, e-mails a bytes e rodo, cá estamos.

No mesmo arquivo onde escrevo isto, vários recortes de posts, histórias e romanticices que precisam ser completadas antes de aparecerem, contos que precisam de emendas, outros detalhes rabiscados esperando pelo contexto mais bacana, e outras pequenezas de ler, esperando por um pouco mais de atenção deste “autor” que vos bloga.

Falando em tempo, cada vez mais percebo meus dias perdendo a “hierarquia da semana”, onde costumávamos deixar coisas especificas para cada uma das 7 etapas. Exceto pelo horário fixo de trabalho, nos demais está cabendo tanta coisa que a pausa, qualquer dia ou em qualquer tempo, faz um bem monumental. E não deixa de ser estranho perceber que não carrego subterfúgio algum comigo, ao contrário do mundão fora do monitor [e dentro também!], onde as pessoas estão sempre fugindo de algo, principalmente delas mesmas. Sigo vivendo, fazendo, ouvindo, errando, aprendendo [e até sendo repetitivo em certos conteúdos das postagens, porque não?]. Mas curtindo, nos modos que me cabem [e que não deixam de ser prediletos], com pitadas culturais.

Para ver, minhas recomendações são “como treinar seu dragão” , “os irmãos cara de pau” e “ensaio sobre a cegueira”.

O primeiro traz um velho tema sob o prisma da mitologia viking, com todas as velhas formulas do cinema e a mensagem de “não tenha medo de arriscar, seja sempre quem você é e seja leal aos seus amigos”. A riqueza de detalhes, a humanização dos traços e a furiosa simpatia dos dragões, tudo embalado num gostoso 3D, garantem diversão sem compromisso e uma opção bacana de cinema para curtir, o que por si faz o filme ser muito muito bom.

Já em “os irmãos”, bom… um filme com Aretha Franklin, Ray Charles e outros monstros da musica, difícil não curitir! Dan Aykroyd e John Beluschi em atuações caricatas numa historia nonsense, são uma opção fora da pasteurização de historias e gêneros que são blockbusters [até mesmo como a primeira sugestão]. O filme tem 30 anos, mas soou atualissimo [não só pelo oitentismo que ainda está influenciando a criatividade de gerações como a minha, que logo logo terá o seu revival noventista]. Nada me tira da cabeça que aquela dupla ainda inspira algumas outras [MIB] no cinema e na TV [CQC], de uniformes a posturas.

Ensaio sobre a cegueira é daqueles filmes que você termina de ver, respira fundo, e não sabe [ou quase] se enxerga mesmo o que está ao seu redor. Várias e várias vezes a nossa humanidade já foi descrita em película, mas naquelas quase 2 horas, todos os sentimentos são intensamente provocados.

Para ler, 100 anos de solidão do G.G. Marquez é uma delícia, mesmo tendo seu “quê” de novela brasileira. Apesar da [literal] trama atravessar gerações e até parecer confusa para olhares mais vagos, com algumas páginas você sente-se de pernas na cerquinha de uma varanda, numa tarde ensolarada de Macondo, assistindo a historia passar em seus olhos. Passei da metade do livro, e só não terminei porque estou lendo ele e outros dois três [profissionais].  Se alguém quiser cultura, comunicação e um pouco mais, sugiro a Revista Inventa, de escrita local com sotaques globais. Inclusive são meus vizinhos de trabalho, pego a minha [gratuita, lá no site tem pra baixar!] na porta da sede deles.

Para ouvir, permaneço entorpecido no “The Sea”, da Corrine B. Rae. Todas as letras te convidam a introspecção, e a profundidade que ela alcançou nas interpretações simplesmente prendem. Em cada vez que você ouve, uma faixa gruda. Sem contar que a voz dela é linda. A moça de “put your records on” me faz querer “i´d to do it all again”, com o perdão dos trocadilhos. Também estou ouvindo as novidades – Lady Gaga, Maria Gadú, Pixie Lott – mas por enquanto, estas ainda soam como coisas que ouvi há 10, 12 anos atrás em embalagens novas e pequenos updates, típicos do mainstream dessa indústria. Outro álbum que ganhou vez foi o “The Pursuit”, do Jamie Cullum. Exceto pela regravação de “please don´t stop the music”, a sonoridade é estonteante. Curti todas as letras, mas este romântico incorrigível quando passa por “love ain´t gonna let you down”, ouve mais de uma vez. Por fim, John Mayer e seu Battle Studies praticamente ganharam residência no meu player, e está impregnado na cabeça. Sobre ele, deixo que este link fale por mim.

No mais, tem mais, sempre tem :P… por mais que eu tenha parado pouco pra escrever [em vista de quanto gosto de fazê-lo], cada post é uma viagem! Escrever um dá ideia para pelo menos mais 5, heueue… vão saindo nos demais espaços, neste viver dos dias. O resto é o resto =)

[♫]abre essa janela, primavera quer entrar…” – Casa pré-fabricada, Los Hermanos.

4 thoughts on “Canto para mim, qualquer coisa assim sobre você ♫…

  1. Tonny, apesar de vc andar ocupado, estoua torcer por ti.
    Estoum, inclusive, a correr para validar diplomas de idiomas e concorrer a uma vaga de Mestardo, ano que vem.A preparacao para a tal vaga, Tony, leva um ano.
    E, em setembro, vou voltar ao Campo de Refugiados. Desta vez, vou levar um fotografo sueco, junto.bjs e dias felizes

  2. estou procurando não pensar muito na falta de tempo, tentando enfiar entre um engarrafamento e outro uma leitura (até que os olhos se fechem em um cochilo inesperado); atualizando o ipod com coisa nova; anotando rabiscos em caderninhos que um dia podem vir a se tornar coisas maiores…

    um beijo e volte sempre com posts ótimos!

  3. O tempo, com quem tenho DRs permanentes, rsrsr.
    Ele NUNCA para, (já dizia Cazuza).
    Nao para nem para você se recompor da dor nem para prolongar o prazer:
    entao…VIVA sabendo disso, rsrsrs.

    Adoro sua maneira tão profissional de escrever, tudo muito caprichado, como sempre.
    Xeroooooooooooo

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