Equilíbrio, propósito, e missão: creio que a vida não é muito mais que isso. São três grandes fatores, esmiuçados em muitos outros, que vão formando o tecido do dia no tear de nossas escolhas e atitudes, e na maneira como o tecido dos outros vai se misturando ao nosso.

| com grandes poderes vem grandes responsabilidades, disse Tio Ben ao Homem Aranha. Estar no controle de sua própria vida não é uma responsa e tanto?

Por equilíbrio, acredito ser o instante onde não exista “diferença de peso” entre as dificuldades e virtudes, complexos e méritos. O instante onde simplesmente nos sentimos à vontade: com o que escolhemos, fazemos, vivemos, somos. E seguimos, dia-a-dia, mágoa a mágoa, lição a lição. Estar próximo dele não é um jogo de futebol, é uma maratona. Leva tempo. Tem um percurso que, longo ou curto, será percorrido. É de se construir, não de se ganhar ou pedir. Não significa perfeição, nem uma automática eliminação daquilo que consideramos falhas no nosso tear. Apenas conseguimos deixar as coisas com medidas que parecem certas, e levamos a vida, em um pacote de proporções especiais, não exageradas.

Por propósito, é um nome mais nobre para as escolhas, nos campos que mais nos apetecem. Genericamente temos os campos pessoal, profissional, familiar / sentimental e espiritual / religioso. Para cada um destes campos, um pacote de escolhas que nos ajuda a estar ou a buscar o equilíbrio citado acima. É juntar estes pacotes e poder dizer aos outros: “minha vida é (insira conteúdo)”, “acredito que estarei satisfeito quando (insira contexto do propósito)”, “tenho como propósito fazer (insira) em x tempo”.

Por missão, o termo mais controverso, é o entendimento daquilo que temos para fazer na vida, sob uma determinada religião ou conforme o tamanho da fé que você alimenta. É a busca pelo cumprimento dos propósitos escolhidos. É um termo muito forte na doutrina espírita, que considera que somos todos espíritos em estágio de aprendizado no plano terreno, e quando cumprimos parte ou toda a missão que foi destinada para este corpo, partimos. Nas doutrinas cristãs, o cumprimento dos 10 mandamentos é a missão mais explicita, somada ao pagamento do dizimo e outras características, conforme a principal orientação (assembleias, pentecostais, maçons, presbiterianas, adventistas, batistas, etc) sugerir. Aqui refiro-me muito mais a fé do que a religião, pois a capacidade de acreditar em algo ou alguém é o principio básico para a adoção de uma religião e, por conseguinte, da aceitação das regras ali sugeridas / impostas em prol do pleno cumprimento, comprimento e realização da / em sua vida. Refiro-me a capacidade de manter-se no rumo dos objetivos quistos, das metas a se alcançar, e de em momento algum expor-se a situações onde seu equilibro seja comprometido, ou até perdido.

Uma vida balizada por estes três pilares possui mais chances de ser leve de ser administrada, ainda que permaneça sem ser fácil de ser vivida. Dá uma dimensão completamente especial, e muito mais relevante, para nossa capacidade de escolhas. É um motorzinho pequeno para nos conduzir a arte de tornar simples o complicado e não complicar nada nem para nossa vida, nem para os outros. Ao adotar estes princípios, criamos um roteiro, consciente e inconsciente, de coisas e pessoas a ter e manter em prol de uma vida que realmente faça sentido, sem medo de errar, e sem falta de coragem de mudar tudo, se preciso. Machucar-se, sem tornar-se vitima da cicatriz, mas fruto do aprendizado. Errar, por ter tentado. Calar, quando tiver uma resposta melhor dentro de si, mesmo que o outro ainda não enxergue. Falar, quando as palavras veem do coração e são sinceras, e não pq simplesmente [des]agradam ao[s] outro[s]. Fazer, por ser natural. Não fazer, quando custa a sua alma. Manter o resto sendo só o resto, pra vida ser sentimento, pra vida ter sentido.

[] Sem música!

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