Uma coisa é você entrar num relacionamento e no maior fervor dessa paixão (geralmente bem nos primeiros 6, 7 meses de história) encher a boca pra dizer ou a cabeça pensando: vai ser massa passar muito tempo com aquela pessoa.

Outra, completamente diferente, é cruzar a barreira dos 1000 dias vivendo essa tal completude. Três anos de relacionamento são uma coisa… uma coisa única.

(...) pra fazer de duas famílias espetaculares uma só, ainda melhor. E passar tudo de bom que vocês são e fizeram com que também fossemos, aos que colocaremos no mundo um pouco mais pra frente.
(…) pra fazer de duas famílias espetaculares uma só, ainda melhor. E passar tudo de bom que vocês são e fizeram com que também fossemos, aos que colocaremos no mundo um pouco mais pra frente.

Os últimos 12 meses desta história revelaram capítulos marcantes. Conseguimos tirar férias juntos, noivamos, olhamos a morte de pertinho, e em decorrência da recuperação do acidente ficamos distantes fisicamente 4 meses (algo ok para um ser rodado em relacionamento virtual como eu, mas o inferno em chamas para a primeira dama).

Fomos expostos à perspectiva do tempo e a influências externas, e ao nos deparar com uma ponte balançando diante do abismo, com o outro lado dela relativamente distante, assistimos terceiros tentando passar a faca nas cordas para romper a travessia que (teoricamente) precisamos fazer juntos. Enfim havia ficado claro que tem gente torcendo contra essa história dentro das nossas trincheiras, e com influência suficiente para sugerir e indiretamente forçar o término da relação.

O que você faria quando é questionado sobre TODAS as coisas que você fez ou deixou de fazer ao longo dos 28, 30 meses anteriores? Qual seria a reação ao ouvir que, apesar de tudo, você simplesmente não é suficiente para aquela com quem você convivia?

Outras pessoas implodiriam a ponte, como eu mesmo já fiz e meus relacionamentos anteriores fizeram comigo.

listaEu resolvi colocar a prova toda a incondicionalidade do amor que nutri dentro deste relacionamento.

E mesmo pensando inúmeras vezes em simplesmente seguir com minhas outras prioridades, escolhi ativar “a regra de ouro” que formulei antes mesmo de ter a Carolina na minha vida: “ajude a ser uma pessoa melhor, mesmo que isto signifique não ter mais um relacionamento com ela”.

E preenchi o distanciamento de lá pra cá com as ocupações e problemas cotidianos dos demais aspectos da vida. Daqui pra lá, encontrei 120 formas de dizer que estava ao lado dela, independendo o que ela realmente quisesse quando voltasse, e quando voltasse, encontraria o que é da sua vida do mesmo jeito para melhor.

Um pacotinho de obviedades somado a um conjunto de surpresas, para ilustrar que é muito fácil amar / praticar o amor quando se está muito bem e tudo muito bem; quero ver é demonstrar o amor sob qualquer circunstância…

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Ao longo destes 36 meses o aprendizado tem sido satisfatório e engrandecedor. Quando escrevi neste ano que amar é um ato, não imaginava que teria que expor e me expor aos atos para que ficasse claro.

Foi, é, e será bom ficar exposto à falta de transparência em par, pois nos coloca diante do espelho para perguntar: então é assim mesmo que funciona, não dá pra ser 100%? É bom, às vezes, alimentar a incerteza de que tudo vai dar certo ou se é essa mesmo a pessoa com quem vamos multiplicar e dividir o resto das nossas vidas, se essa pessoa realmente está 100% conosco ou não.

Só se encontra a sintonia variando ela. Só se reencontra na rotina quem não a leva a sério. Só dá certo quem realmente quer dar certo. Até porque, independendo tudo isso, ainda fica o amor.

Assim também acontece no campo do amor. É preciso dedicação, cuidado, espera.
Assim, se quiser cultivar as flores da afeição, dedique-se. Ame seu par, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire-o e compreenda-o…
Isso é tudo…
Apenas ame! (fonte)

O amor que aprendi a construir e solidificar ao longo destes três anos. O amor que age mais e fala menos, que ouve mais e espera menos, que observa mais, se decepciona mais, se surpreende negativamente menos.

O amor que enxerga mais que defeitos ou qualidades, virtudes ou problemas, omissões ou declarações, o amor que simplesmente é. O amor que permanecerá integro enquanto tudo isso fizer sentido, o amor que pratico todos os dias, com uma pequena diferença, ou somando um mais um.

Esse amor que permanecerá construindo um relacionamento espetacular como o que vivemos até aqui, e que tem tudo para ser ainda melhor, desde que a gente realmente queira que ele assim seja. Desde que a gente faça todo o resto ser só o resto… pq eu te amo, Carolina!

[] “I don’t wish to change you

You’ve got it under control

You wake up each day different

Another reason for me to keep holdin’ on

And I’m not attached to any way you’re showing up

I’m just gonna love you like the woman I love

Yeah I’m gonna love you, Ohhh, Yeah

Yeah I’m gonna love you

You’re the woman I love” / The woman I love, Jason Mraz. 

2 thoughts on “3x()² Carolina

  1. Ah, que lindo é o amor!!
    Das coisas ruins temos que tirar boas experiências, lembra? Acho que esse tempo foi uma prova de fogo para esse amor e apesar de todos (que se danem eles) continua mais forte!!
    :)
    Estou na torcida!!
    Beijus,

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