não sei vocês, mas eu gostei de 2015.
Em todo e qualquer dia, somos nós que escolhemos para qual lado do copo vamos olhar, e não é deste ano que falo disso. Não tenho a cultura de ficar falando do copo meio vazio, pois bem conversadinho, o que está ao nosso redor faz tudo ser meio vazio. Nós somos – ou deveríamos tentar ser – como a água. Preencher nosso copo, tornarmos aquilo que desejarmos, sermos aquilo que desejarmos. E assim, tirar o melhor das coisas que vivemos, mesmo com momentos ou situações ruins.
O meu ano foi bom porque as coisas que plantei há 3 anos e vinha semeando desde então, foram colhidas: uma super festa de casamento, uma lua de mel simples e luxuosa [poder fazer o que você quer é simples. Pagar pelo que você não pode no dia a dia é luxo :)], e a sequencia de trabalho “mais fora” do que dentro da empresa que sou funcionário.
Apesar do ciclo econômico da vez pegar em cheio o mercado e literalmente dissolver o trabalho que vinha sendo desenvolvido na empresa onde trabalho, não consigo reclamar, pois tudo na vida é plantio e colheita. Sigo plantando para colher mais coisas de cada dia em diante. O primeiro semestre foi aquele momento que você olha a montanha russa de cima. O segundo semestre foi com uma pista ondulada. Vamos assim que melhor que o destino final é o caminho :)…
cas1
o ano foi bom porque foi de aprendizado. Casar não é ruim, pelo contrário: é um excelente exercício de autoconhecimento e de interesse em conhecer o outro, em dividir a sua vida com alguém e aprender a viver também com e por aquela pessoa. Além de escolhas, somos o amor que alimentamos. Pessoas são complicadas e imperfeitas, mas se nutrimos um sentimento positivo e genuíno, seguimos capazes de ir muito além do comum. Neste incomum vamos criando um lar / refugio completo, uma leveza na vida, e uma paz de espirito.
Leveza e paz que tem se dissolvido com mais intensidade ao longo do segundo semestre não apenas pelas circunstancias externas e pela mais que óbvia resposta do corpo, que muda ao virar pra essa curva dos “quase 30 em diante”. Soma aí uma melhora [natural, não pesquisada] da sintonia fina da mediunidade, que me fez ficar muito mais sensivel às respostas, pensamentos e energias negativas das pessoas ao meu redor. Soma também o desgaste do cotidiano, e você tem um ex-guri que “penou como nunca” mentalmente. E isso, mesmo sendo ruim “pros dias”, é bom pra vida. Por que te deixa exposto de uma maneira muito viva àquela escolha de viver como um copo cheio ou como meio vazio. E quando você sabe o que quer, não tem como deixar-se sentar no pessimismo.
No universo ao meu redor, “nunca na história deste país” se viu tanta peixe grande com o cú na mão. Em todas as esferas sociais, de grandes empresas aos políticos de história. Um problema cultural que remete aos mais de 500 anos da nossa origem. E que não vai mudar agora, pois somos uma sociedade muito jovem e ainda estamos na fase de aceitar que acontece, pra depois criar nossas gerações para não aceitar que possa sequer ser pensado em acontecer. Nas demais sociedades, um pouco mais antigas que as nossas, também acontece, mas tem outros resultados. Nas mais novas e algumas mais poderosas, idem. A grande tristeza nisso tudo é ver que um dos principais motivos pra economia ruim é uma falta de aceitação ao processo democrático que manteve cada personagem politico onde está. Novos ataques terroristas, novas cortinas de fumaças para problemas comerciais das grandes corporações, e um novo ciclo de esmagamento das classes economicamente inferiores porque o desejo de poder não para.
E no resumo, o que ainda tem? Segue tendo a gratidão da qual falei há um ano. Segue tendo o amor pelo trabalho e pela Carol. Segue tendo os grandes sonhos e as pequenas vontades para uma vida ainda melhor, e ainda mais simples, com mais paz e tranquilidade dentro, pra tudo seguir acontecendo fora. Segue a naturalidade de, com tudo isso, manter o resto sendo apenas o resto :)

[] SEM MÚSICA!

2 thoughts on “2015, você foi!

  1. Eu não tenho o que reclamar de 2015. Foi um ano em que aprendi muito sobre mim e sobre as pessoas. Acho que uma frase resume a minha vibe: “deixa pra lá aquilo que você não pode mudar”. Pela primeira vez na vida assimilei de verdade essa filosofia e só posso dizer que fez um bem danado. Diferente de viver numa bolha, onde a gente se cerca apenas de coisas boas, aqui vamos selecionando o que vale a pena ficar na vida. O que vale 5 minutos do nosso tempo. É como se eu tivesse um eterno infográfico na minha frente, com “sim” e não”.

    Também sempre tive em mente que “a gente colhe o que planta” e é meio que pensando no legado que deixo pro mundo que vou vivendo meus dias. Você não precisa querer ser um gênio, a última pipoca do cinema, basta apenas fazer o seu, ali no dia à dia, transformando pequenas coisas. Já é o suficiente.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *