O que dizer de um ano onde você faz todas [todas, T O D A S mesmo!] as coisas que você quer fazer?

Que viver vale a pena, pra começo de conversa.

Que não ter medo de ser quem se é, e encarar o que se faz e como se sente, pra dar corda ao assunto. Então tão, querido diário mode on:

A vida profissional foi de permanente evolução.

Ainda acho que três anos e meio de “vida ativa” [caminhando pro décimo de carreira] no outro sobrenome que escolhi para viver seja pouco, mas 2010 em especial foi de um gostoso salto qualitativo.

Gerar resultados expressivos nesse e para o ano seguinte da empresa graças as estratégias que tracei e, através da nova “linha visual” que a MMC construiu nessa minha estadia lá conseguir angariar novos clientes, não chega a ser pra qualquer pessoa.

Quando a gente vê comentários positivos unânimes [até dos quase sempre carrancudos clientes] e elogios sem maiores puxões de saco fica mais doce o gosto de “eu ainda posso fazer melhor. E farei!”.

Alguns, os primeiros, dos frutos do que tenho plantado pra esse prisma da vida. Mas há mais o que fazer. E melhor. E com mais resultados.

Colo na carreira a pós-graduação em gestão de marcas, que se no começo era uma disciplina de extrema curiosidade minha, hoje é uma paixão do mesmo tamanho que a publicidade e a direção de arte, em especial.

Um pedaço expressivo e até então divertido, mesmo que assustadoramente cansativo [valioso, em sua essência], da minha vida.

No pedaço pessoal, um 2010 de consolidações.

Uma lição em especial nasceu em 2008 e veio quicando desde 2009, fazendo-se a grande aprendizagem do ano: seja tão incondicional consigo quanto é para com os outros (pessoas e coisas).

Muito que fiz por outros e para os outros era perfeitamente possível fazer por mim, e fiz. E deu certo. E como valeu a pena.

Ter a humildade de distinguir o egoísmo da falta de senso e com isso construir uma pessoa melhor, primeiro praquele sorriso que se encara diante do espelho todo santo dia, depois pra quem se dispõe a conviver reciprocamente.

Refinei um filtro que também vem sendo construído ao longo dos últimos anos e só tem vindo comigo quem me é efetivamente necessário. Pra continuar sem perder e me perder do que é de fato, aqui, importante.

Por falar em importância: arrancar sorrisos.

Deixar alguém de dia ganho com os gestos mais usuais, que de tão simples costumam ser esquecidos. Deixar boba com uma só frase. Fazer chorar por um texto.

Surpreender com a simplicidade da generosidade. (De)Mo(n)strar a diferença entre parecer cavalheiro e ser cavalheiro. Ligar de surpresa. Entregar um cartão de surpresa. Ouvir sem pressa.

Escrever despretensiosas mensagens, em qualquer meio e com 7 palavras ou 5 páginas. Ensinar aprendendo e aprender ensinando, de como desenhar usando letras a como não gastar tempo com gente anestesista. Olhar nos olhos e dizer aquelas verdades inconvenientes, sorrindo.

Multicolorir rostos de vergonha. Ouvir mais, outras tantas vezes, que “não existo” [e que sou lindo, lindo mesmo, sem nunca ter me achado sequer bonitinho].

Ouvir, mais algumas vezes, “eu te amo”; mas receber esta declaração fielmente apenas de quem nunca precisou dizer: sempre demonstrou. Sorrir gratuitamente, e dançar pras [ou trocar sorrisos com] pessoas paradas no outro ônibus, te olhando com cara de paisagem.

Essas e outras tantas pequenas coisas que já disse aqui que compõem a graça de viver e conseguir fazer e receber isso tudo por mais de uma pessoa, é o que me significa a tal da importância.

Aprendi que vida profissional e pessoal, na verdade, são jaulas que criamos pra fugir de nós mesmos; desfazendo elas, tudo que vivemos fica mais, beeem mais rico.

Refinei meu desapego. Reaprendi a sorrir mais. Desaprendi a timidez.

Outra coisa muito bacana: nenhuma grande decepção e nenhum pequeno grande arrependimento pra carregar por certo grande pequeno tempo. Como dizem no twitter, #WIN ;)…

No universo ao meu redor, vi uma mulher tornar-se presidente do meu grandioso país, o meu time parar de dar vexame, a copa do mundo de 2014 ainda parecer uma estranheza e a deste ano ser uma mera passagem.

Vi a internet se tornar mais cheia de dramas e a TV mais cheia de graça, ainda que lhe falte um pouco mais de respeito com a inteligência alheia.

Vi o Obama não poder tanto assim, a economia poder demais, o brasileiro poder o quanto quiser, alguns mineiros descobrirem que o buraco é efetivamente mais embaixo e o morro do Alemão parecer um pouco mais humano.

Vi a vitória do trabalho com Muricy Ramalho, achei todos os 1001 discos para ouvir antes de morrer e outras coisas que vocês vão se lembrar, de um 2010 completo, com tudo pra ser um de tantos outros anos neste naipe pra melhor.

No infinito particular, esse blog ficou muito chique!

Tem rádio, ganhou um esporádico podcast e mora em casa própria.

Corri uma maratona e quase 1000 km nos outros dias. Dormi menos do que é recomendável e pra quem tem pouco tempo livre, até que aprendi “muitas” receitas novas e não fiz feio na cozinha.

Vejo, sem me assustar mais, o guarda-roupa dividindo-se entre camisas e camisetas, e já tendo mais calças sociais do que jeans, demonstrando que alguma formalidade está indo pro vestuário também [assim como perdi a vergonha de ser triplamente secado nos dias em que a combinação “social-quase-informal” é usada].

Permaneço trabalhando e estudando o que amo, amando trabalhar e estudar isso tudo. Mantive os trilhos da minha estrada num caminho onde a graça maior é justamente não conhecer pra onde ela vai, por mais que se viva cada dia sugerindo um determinado trecho; o que vale é não parar de caminhar.

E pra quem há alguns meses atrás disse que “só acredita na matemática de quem divide e multiplica ao mesmo tempo”, ser encontrado por uma baixinha com olhar hipnotizante e risada deliciosa de ouvir foi mais que uma surpresa: é a certeza reafirmada de que ser só você mesmo vale à pena, até e depois que também valha, sincera e reciprocamente, para ela.

Vem 2011, vem! Que 2010 já foi e o resto é sóóóó o resto =)…

||| sem música no último post. Tivemos muitas esse ano e uma só não dirá o que quero =) |||

9 thoughts on “2010: valeu, muito.

  1. E eu continuo dizendo que a graça é essa, e continuo concordando que viver vale a pena. E continuo aprendendo sobre reciprocidade, e continuo amando as surpresas que a vida nos oferece. E espero que também tenha sido surpresa ligar e dizer “Eu chorei”!
    Obrigada pela completude. E por mostrar e demonstrar tantas e tantas coisas.
    =)
    Que o nosso 2011 seja mais completo ainda.

  2. A vida torna-se boa ou ruim, dependendo do modo que a interpretamos e saber reverter problemas em aprendizado é para poucos. Você está sabiamente construindo o seu caminho, mas é sempre assim: Com amor é sempre mais gostoso! :D Feliz ano novo!! Que o seu desenvolvimento continue a pleno vapor!! Beijus,

  3. Há muito sabemos que vc é criativo, inventivo e tem talento para o que escolheu. O sucesso é questão de tempo como bem exemplifica a propaganda mostrada. Cada uma, nova, melhor do que a anterior!

  4. Eu costumo dizer sempre quando algo sobre a vida me agrada ‘que vidinha, hein?’. Nunca liguei muito para o tal de final de ano. Mas aí, a gente fica lendo por aí o que as pessoas têm a dizer sobre a vida delas e tudo mais que é impossível não pararmos pra pensar e sermos atingidos pela enorme bopmba da nostalgia nessa época. Como você mesmo disse, neste ano pude con hecer um pouquinho mais sobre você por aqui, você sobre mim e nós sobre outros. E aí agora todos nós ficamos falando sobre nossos ‘dois mil e dez’ e eu preciso dizer ‘que vidinha a nossa, hein?’ – que vidinha boa, que vidinha gostosa de se viver, que vidinha cheia de coisas novas, vidinha de aprendizado, vidinha de decepções, de conquistas, de prêmios, de desenvolvimento, de crescer, de pensar, e de começar tudo de volta todos os dias. Tony, desejo rpa você do fundo do coração um 2011 lindo, cheio de coisas boas, e algumas ruins também..afinal se todo dia fosse só alegria talvez nos esquecessemos do quanto é importante sorrir!

  5. Tava na minha janela, sentindo a brisa do fim de tarde e comparando as cores das nuvens que beiravam o por-do-sol com aquelas carregadas da tempestade que tava vindo. Daí, entre uma assoprada e outra na xícara de chá que tava na minha mão, umas lembranças vieram à tona e me fizeram esticar aquele sorrisinho de canto de boca, que normalmente acompanha cúmplice os olhos baixos.
    Sim, fomos cúmplices de um segredo e agora tudo o que temos são as lembranças e o monte de saudades.

    Só pra você saber que eu te adoro e sinto saudades, sim. ^^

    Bjo!

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