tarde de sol, vento de outono.

Aquele vento de outono que bate gelado e equilibra a temperatura dos dias de sol branco de tão amarelo, sem uma delicia de nuvem no céu.

Aquelas tardes de março e começo de abril que são iguais às tardes de março, abril, maio e junho lá há mais de 10 anos, quando as aulas de educação física exigiam alguma espera e, num relance qualquer, esse vento batia no rosto e a gente sentia, sem saber, que era ainda mais gostoso viver. Iguais quenem as tardes de 7, 8 anos atrás, onde eram a minha companhia predileta para encarar os 6 a 10k de corrida ou a bikeada menorzinha rumo a quadra para treinar futsal.

Aquelas tardes que agora nem consigo assistir das grandes janelas da sala de trabalho, que malemá olho das janelas da minha casa, em um final de semana quando os olhos não estão em outro lugar ou em outra pessoa. Essas tardes que quando a gente para pra ver ou para lembrar, enxerga que, melhor do que ter um conjunto bom de coisas, sensações e sentimentos para nunca esquecer, é viver cada um dos nossos dias e fazer melhor com tudo isso que acumulamos dos dias, noites e tardes de sol, com ventos de outono, enfrentando e vencendo cada adversidade em seu dia, colocando cada preocupação no lugar certo, um passo por vez, um por vez. Pra manter o resto como só o resto.

[♫] “[…] Well I’ve been out getting wrong / more times that I get it right / that I won’t even realize it / but I’ve been doing all I can…” – Fix the world up for you, James Morrison.

One thought on “16h25,

  1. me obrigo a viver tais tardes de quando em vez. mesmo que não da mesma forma ou com as mesmas companhias. mas, dá aquela sensação gostosa de voltar no tempo, sem sair do lugar.

    adorei o texto, Tony! beijos. *:

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