Quando você passou por aquela porta pela ultima vez, foi como se o ambiente inteiro tivesse mudado de cor, de um purpura cintilante meio cabelo de Bratz, meio esmalte dos anos 2010, para um cinza metalizado [bem janela do Windows XP], pálido, offline. Mas não foi ali que nos desconectamos.

Foi quando abri mão do meu universo para ver o seu funcionar. Foi quando abriu mão do seu universo, para estar próxima do meu. Neste universo paralelo, a vida eram noites sem parar e dias sem falar, com sms´s ainda tendo valores pornográficos e toda nossa pornografia reservada pra alguns minutos. Universo que nunca funcionaria muito bem, pois não se somam vidas incompletas para ter duas. Ali só teve uma.

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Uma que não nego [negaremos?]: foi ótima, excelente, fodona. Mas bem conversadinho, não era pra gente mesmo. Era pra gente aprender e chegar aqui, onde estamos, translúcidos, aparentemente lúcidos, e com escolhas de melhor resultado aritmético [um menos um, nunca mais!]. Era pra gente sair e se descobrir, ver no comum do mundo, no inusitado dos outros, aquilo tudo que realmente somos. O tamanho que realmente temos, a maturidade que podemos alcançar, as pessoas que podemos ser. Pessoas que poderíamos até chegar a ser um com o outro e um pelo outro, mas não era a nossa vez. Não do jeito que conseguimos.

Mesmo com toda a paixão. Mesmo com toda a alegria. Mesmo com toda a proximidade. Às vezes tem outra que é mais online. Sempre tem outro que é mais offline. Mesmo com a mais completa certeza de que tudo pode dar certo, nos demos certo e errado. Errados de que nunca mais seriamos os mesmos depois daquilo, não fomos, e estamos cada vez melhores. Certos de que um dia daríamos jeito em ser menos dos outros e mais de nós mesmos.

Por isso, quando você passou por aquela porta pela ultima vez, foi como se o ambiente inteiro tivesse mudado de cor, de um purpura cintilante meio cabelo de Bratz, meio esmalte dos anos 2010, para um cinza metalizado [bem janela do Windows XP], pálido, offline. E foi ali que nos reconectamos com tudo que merecemos.

E SE TEM SÍMBOLO ACIMA, EU CONTO UM CONTO (trouxe o símbolo para não gerar confusões de conteúdo). TEM MAIS AQUI.

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