Puxando assunto de um post quase antigo, como você cuida da marca você?

Aliás, você está aqui só de passagem ou pretende deixar algo com / para as pessoas que fizeram parte de sua vida?

Pergunto, pois geralmente sabemos listar com perfeição e cobramos: de parentes, amigos, relacionamentos íntimos, presidente, técnico da seleção, e bola da vez num escândalo policial / de celebridade / ou de outra categoria que dê ibope, uma série de coisas ou que [1] não fazemos, não nos dispomos a aprender como fazer, contudo cobramos que não deixem de fazer por nós, ou [2] cubra alguma de nossas fugas.

Já parou algum dia pra pensar como as pessoas te ouvem? O que exatamente enxergam? Que cheiro elas associam a você? Que músicas ligam a você? Quais valores te traduzem quando comentam ao seu respeito? O que seu toque marca nelas?

Tire de lado a hipocrisia do “sou o que sou e ninguém vai me mudar”, “eu não ligo para o que os outros falam / pensam a meu respeito” e qualquer outra frase clichê que você conseguir repetir ou lembrou enquanto lia as perguntas. Chegamos todos aqui onde estamos porque algo ou alguém para o que demos trela forjou nossas escolhas e moldou nosso conjunto de qualidades e defeitos, queira você acreditar nisso ou não.

Sugiro com essas palavras que você coloque-se no ponto fora da curva entre o que você quer que as pessoas pensem a seu respeito, o que você faz por isso e o que elas realmente pensam.

Esquece a resposta “o que sou, para onde vim e aonde vou” porque além de filosófica demais, é oficialização da incapacidade de exercer escolhas, ofuscando todo o potencial que a marca você possui ao buscar outros tipos de respostas, muito mais relevantes.

Coloque-se num divã, físico ou não. Tá insatisfeito com algo? [e quem não está? Tem gente que adora ficar assim, inclusive!] Como e quanto você é responsável pelas coisas e pessoas que lhe incomodam? Você é só vitima do mundo, ou tá com a parcela de culpa sobre suas infelicidades, ofuscada? Os supostos problemas que você possui hoje são catástrofes ou têm solução?

Pense nas perguntas que deixei aqui, anote noutro lugar, exercite as respostas que você daria. Responda essas perguntas para si mesmo. Recorro a esta frase de palestrante motivacional e de psicologia positiva, mas é fato: você é o único responsável pela sua vida, mesmo que você viva para depositar essa responsabilidade nas mãos de outras pessoas e nas atividades de sua rotina [e sobre rotina: só pessoas chatas têm rotinas chatas, fica a dica]; a força com a qual conseguirá fazer isso é diretamente responsável pela sua capacidade de conseguir traduzir o que lhe significa felicidade e sucesso.  E tal qual uma marca no mercado, o sucesso ou fracasso daquilo que desejamos ser e parecer, para nós e na mente dos outros, nada mais é do que uma promessa, integral e incondicionalmente cumprida. Faça suas escolhas, procure suas respostas, viva, e deixe sua marca [ / trocadilho]. Cumpra suas promessas com tudo, que o resto é só o resto.

[] ”de tanto levá / frechada du teu olhar / meu peito até parece sabe o que?” – Tiro ao Álvaro, Adoniran Barbosa.

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Singela, passa quase todos os dias.

Terceira janela depois do cobrador, a dois corrimões da porta de desembarque. Os cabelos estão sempre soltos, com cor de chocolate bom e um volume que não sei se é do jeito que a moça faz na propaganda mas olha, é bonito.  Seus olhos verde-azulados hipnotizantes sob lápis preto e sombras dois tons mais escuros que sua pele cor de desejo, sempre distantes. No ritmo das músicas dos fones, talvez? Ou pensando em alguém que eu não conheço? Ou remoendo seus cotidianos problemas sem ninguém para compartilhar? Não sei, e você não faz ideia de como esse mistério me corrompe. Só não me esquenta mais o peito do que quando eu pego o mesmo ônibus que você.

Nunca um martírio foi tão prazeroso. E a timidez que me corrompia durou até o segundo bom dia. Seu primeiro sorriso me desmontou qualquer discurso, qualquer argumento e, principalmente, desmontou minha certeza de que não tinha par no mundo. Só precisava de 22 minutos para levar você comigo nas demais 23h38m, felizes.

Alguns olhares e poucas conversas depois, um conjunto de bombons [aqueles com casquinha bem generosa, recheio macio mas não mole, crocante mas não duro, da loja do meio do mercado municipal, atrás da banca do árabe, da senhora com jeito de portuguesa que fala divertido e tem uma verruga e o caixa era vesgo do olho direito] com cartão por mágica [e excelente memória] foram parar na mesa do seu trabalho. “para quem sabe arrancar um sorriso de quem tem inspirado os meus. Para olhar num outro lugar um par que me hipnotiza: os olhos teus. 7543-2101”.

- alô?

- impossível não sorrir, ainda mais quando são os meus chocolates preferidos [ela sorri timidamente].

- ah… e o cara era tão vesgo que consegue olhar pra mim e pro caixa da banca ao lado ao mesmo tempo.

- hahahahaha…. [suspira] e quando os seus olhos podem olhar os meus?

- acredito que consigo pelo resto da vida, fácil.

- booobo! To roxa aqui… quando os meeeus olhos vão poder olhar os seus?

- [homem sabe rir timidamente?] heheheh… almoçamos juntos depois de amanha?

- naquela cantina perto do seu trabalho.

- beleza, então.

- só mais uma coisa…

- ooooi.

- qual o seu nome?

Todas as fotos desse post são desse site aqui.

E se o título começa com aquele símbolo, no final tem música, que é a inspiração direta do texto.

[]”uh baby baby baby, I can´t wait for the first time, my imagination is running wild… it feels like uhhh…” – You Don´t Know My Name, Alicia Keys.

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Dos [des]apegos.

Coisas que as nossas camadas da vida ensinam: o vicio do apego e a arte do desapego.

Digo que é vício e arte, porque poucas coisas são tão inerentes a nossa humanidade quanto o apego. De embalagens de bala duma série limitada [que foi reprisada anos depois para fisgar seu bolso via nostalgia] à pessoas [geralmente indignas de tal condição], cada um possui algo cuja dificuldade de desfazer-se é enorme.

Com ideias é ainda pior [principalmente para quem trabalha de fazê-las brotarem e ficarem prontas tipo pastel], pois além de singularmente nossas, têm o tamanho que quisermos, a força que dispusermos e toda a nossa capacidade de batalhar por elas. Deixamos que fiquem conosco, indo e voltando pelo oceano de pensamentos e sentimentos que nos conduz dia-a-dia.

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Rhadimdepilha #02

Sim sim salabim!

Queria falar com vocês um pouquinho, e consegui [literalmente, ráááá :D]. Junta isso com o tempo instável de Curitiba, dá-lhe tom nasal. Juro que um dia eu me acostumo com essa voz de muleque que eu ainda tenho!

Peço emprestados [sem devolução!] quatro minutinhos da sua atenção. Posso?

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No RDP #02 citei:

6 anos de tzaum – resumo
Radio do blog
De ambiente toca isso [sugestão: ouça sem preconceito!]
RDP#0 | Deixo a música me contar Continue lendo… »

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Confesso que ainda na graduação, imaginava a turma da pós [sabia que faria já no 2º ano; descobri o que queria fazer no começo do 3º] como um conjunto de profissionais que sabiam o que queriam e ali [o curso] era um degrau ou ponte em prol disso. Acertei, e a realidade mostrou que é um conjunto de profissionais buscando um degrau ou uma ponte, mesmo sem saberem exatamente o que querem.

Continuando do começo, faço pós-graduação nesse prédio bonito ai, dentro de um campus gigantesco na mais bem equipada universidade de Curitiba. Estudo Branding [Gestão de Marcas], que dentre as diversas definições que possui, a mais coerente [ainda que nem de longe seja a mais simples, :D] é dizer que é uma nova cultura de gestão empresarial, que orienta os rumos de uma empresa [ou grupo de empresas] a partir da marca, seja para sua [re]construção ou fortalecimento; a marca é um atributo de relativa tangibilidade e mensuração, no entanto é uma das poucas, senão a única coisa que conecta [racional e emocionalmente] seus clientes e o bolso dos seus clientes aos produtos e serviços que são oferecidos. Continue lendo… »

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