A coisa boa de escrever e não deletar nada por causa de emoções, ao longo destes 9 anos, é que sempre encontramos coisas escritas que melhoramos, recondicionamos ou até esquecemos no viver dos dias. O repost de hoje tem muito a ver não com esquecer, mas com relembrar. À época, escrevi este post sobre o fortíssimo incomodo acerca de uma intuição logo cumprida, e por ter sentido algo semelhante [por enquanto, só a intuição], creio ser importante resgatar a lição para seu conteúdo servir de norte, como foi à época.
nós, a liberdade e o conteúdo.
Este serzinho que mostro acima apareceu no portão de minha casa numa terça [quase noite] fria e nublada, clima que combina com Curitiba, mas não com primavera. Aparentemente machucado, não ofereceu resistência para ser pego e dentro de casa avaliado, limpo e alimentado. Depois, uma rápida passeada pela vizinhança para saber se tinha dono, a negativa e uma suja gaiola de presente.
Gaiola pra qual não foi, já que meu quarto estava com um ambiente mais divertido para que passasse aquela noite. Onde mesmo dando seus pequenos vôos, achou com o que entreter-se até que o sono nos pegasse e devidamente nos colocasse cada qual em seu canto. Despedi-me pela manha, e ao voltar do trabalho minha mãe avisou-me que conseguiu com outro vizinho um lugar para ele ficar, realmente livre. E sem a gaiola que ganhamos.
Este pequeno caso colocou-me a pensar tão intensamente quanto aquele par de olhos total e puramente vermelhos daquele pequenino, sobre o que é essa tal liberdade. E qual o tamanho das gaiolas que nos impomos na vida: a resistência de suas grades, e nossas resistências particulares para entender e viver considerando que a liberdade, tal qual a felicidade, é uma condição que carregamos dentro de nós, e que aumenta ou diminui conforme nossa percepção do mundo, e de nós mesmos diante daquilo que nos está para viver. Reflexão que conseguiu ser fechada com chave de ouro no final daquele dia, onde fui presenteado com um texto [ouvido, primeiramente] que entre outras coisas, diz:
“Bem se vê o quanto a liberdade é preciosa, pois representa a culminância de um processo de aprendizado.
Quando o Espírito compreende a essência dos mecanismos que regem a vida, torna-se amplamente livre.
Liberta-se da ardência dos sentidos, de dores e de vícios.
A liberdade é uma Lei da vida.
Tem como suas naturais contrapartes a responsabilidade e o mérito.
Porque pode optar entre várias condutas possíveis, a criatura tem mérito ou demérito conforme o que decida realizar.
A ninguém é lícito suprimir a liberdade do próximo ou transferir a responsabilidade dos seus atos a terceiros, ao segui-los sem refletir.” [TEXTO NA INTEGRA AQUI]
E daí não foi preciso pensar muito além =).
Estendeu-se à lembrança desta percepção de mundo, o aprendizado que nos implica um dado volume de conteúdo. E sobre conteúdo, até digo que somos aquilo que escolhemos e quanto absorvemos do que e de quem está ao nosso redor. Mas deixo-lhes com um podcast chamado Café Brasil, numa edição antiga que trata sobre gente nutritiva. Ouça e leia na integra aqui e aqui.





